terça-feira, 2 de julho de 2013

Cobertura do 17. Congresso de CI pela Elemidia

Promovido pela IBC, o 17º Congresso Anual de Comunicação Interna, que aconteceu em São Paulo nos dias 10, 11 e 12 de junho de 2013, reuniu líderes de importantes de empresas para discutir o tema Comunicação Estratégica, Planejada e Dinâmica para Agregar Resultados Efetivos, Disseminar a Cultura Corporativa e Engajar Colaboradores.

O blog Conversa Corporativa esteve no evento e conversou com líderes de empresas como Bristol-Mvers Squibb, Rodhia, BRF, Ericsson, DuPont, SAP, Anvisa, Volvo, Vale e D.E Master Blenders 1753 sobre liderança, engajamento, alinhamento de informações, mensuração de resultados e comunicação integrada.

Confira a cobertura!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Mensagens do Congresso de Comunicação Interna

Ao final de três dias de intenso debate e troca de experiências, algumas mensagens ficaram bastante marcadas para os participantes do 17. Congresso Anual de Comunicação Interna:

1) Planejamento - ação fundamental para garantir o sucesso da Comunicação Interna;

2) Público interno em primeiro lugar;

3) Patrocínio da Alta Liderança - sem o apoio e o relacionamento constante e próximo com a alta liderança das organizações, a Comunicação Interna não pode desempenhar as funções estratégicas que lhe poderiam ser destacadas.

4) Transparência, Coerência e Consistência - o público interno hoje é constantemente atingido por mensagens de fora da organização. Portanto, o discurso para ele deve ser alinhado com o discurso para clientes, comunidade e sociedade. Da mesma forma, não basta falar: é preciso que as ações e decisões da organização estejam alinhadas com tal discurso. E, finalmente, uma única campanha não vai surtir efeito. A sustentabilidade do negócio depende de ações regulares e constantes ao longo do tempo.

5) Criatividade, Inovação e tudo o que você quiser, desde que tenha bom-senso. Os profissionais de Comunicação Interna dispõem de inúmeras ferramentas, tecnológicas ou não, para atingir o público interno e levar as mensagens que a organização deseja. Mas tudo deve levar em conta o perfil do público interno, suas características e até mesmo a diversidade delas, para dar resultado.

6) Alinhamento - toda e qualquer ação de comunicação deve estar alinhada com o planejamento estratégico da organização. Seja para engajar, motivar ou inspirar um comportamento, a Comunicação Interna deve ser usada para atingir resultados que influenciem positivamente nas metas e propostas do plano macro da companhia.

7) Gestor - cada vez mais, um elo essencial para o sucesso da comunicação. Ações bem estruturadas definem a comunicação para o público interno e oferecem ferramentas para que o gestor desempenhe o papel de multiplicador e disseminador da mensagem.

Outras mais poderiam ser citadas, mas isso eu deixo para os participantes. Se você esteve no Congresso, deixe seu comentário.



Comunicação Interna no Setor Público

As apresentações da Embrapa e do Senado Federal deram a tônica de como anda a Comunicação Interna no Setor Público, e despertaram o interesse de uma boa parcela da audiência.

EMBRAPA
Diversidade talvez seja a principal característica do público interno da Embrapa, e também da estrutura da instituição. Diante desta realidade, a elaboração de uma Política de Comunicação e de um Plano Integrado de Comunicação foram fatores basilares para o trabalho desenvolvido pela equipe de Gilceana Galerani.

Outras ferramentas consideradas estratégicas e que auxiliam o trabalho de comunicação interna na instituição fundada em 1973 são o Código de Ética e Conduta, o Documento Orientador da Embrapa nas mídias sociais, o Manual de Conduta em Mídias Sociais e o Manual de Redação de Textos Jornalísticos.

De 1995 para cá a Embrapa passou por mudanças administrativas internas e pressões externas que resultaram em uma visão mais estratégica da comunicação, amplamente apoiada por pesquisas - seguindo, aliás, o perfil científico da própria entidade.



Após mostrar as ações em curso e programadas para os 40 anos da Embrapa, Gilceana encerrou sua apresentação elecando os desafios da CI da instituição - e que não diferem muito de tantas outras organizações privadas:

>> Integrar na diversidade geográfica, cultural, estrutural;
>> Fortalecer a parceria com os gestores;
>> Lidar bem com a “Cultura de cientista” (cuja tendência natural é de não compartilhar informações, desconfiar, questionar, não participar);
>> Tratar de temas sensíveis (transgênicos, uso da terra, etc.);
>> Aprimorar as relações sindicais;
>> Comunicar a atuação internacional da Embrapa e integrar;
>> Dar continuidade a ações de integração entre gerações: novos empregados (renovação do quadro funcional);
>> Implementar nova estrutura da Secretaria de Comunicação.

SENADO FEDERAL
Uma das instituições que mais aparece na mídia, o Senado passava por mais uma crise com seu público interno em decorrência do descrédito junto à sociedade em 2011. Os servidores recebiam as notícias sobre a organização pela imprensa. A realidade daquela época era de presença maciça do rádio corredor, insegurança entre os servidores em função da crise de imagem e do anúncio de ajustes por parte da administração, comunicação interna praticamente inexistente e falta de comunicação entre as áreas, muitas delas ilhas de excelência no Serviço Público.


Ainda que pesquisas internacionais mostrem que o Poder Legislativo enfrenta crises de credibilidade em todo o mundo, por aqui alguns servidores tinham vergonha de admitir publicamente que trabalhavam na casa, explica Paulo Ricardo Meira, coordenador de criação e marketing da SECS.

A partir de 2011, um momento de mudança na gestão propiciou uma alteração na Comunicação Interna do Senado, que se inspirou no modelo da Embrapa de "guardiões da marca" e que realizou benchmarking com mais de 30 manuais de identidade visual de instituições públicas do Brasil e do Exterior para criar seu próprio manual. Até então, 43 marcas distintas identificavam setores, programas e departamentos do Senado.



Esta padronização, entre outras ações, buscou revitalizar a imagem da Casa, e restituir aos seus servidores o orgulho e o sentimento de pertença. Também foram reformuladas a Intranet, as peças impressas, a política de treinamentos e eventos. Como foco, valorizar a instituição, o servidor e seu ambiente de trabalho, e a comunidade.

Comunicação com orçamento limitado

Outro tema bastante comentado durante o 17. Congresso Anual de Comunicação Interna foi o desenvolvimento de campanhas de comunicação interna com orçamento reduzido.

Para falar sobre este tema, a IBC convidou Carlos Henrique Matos Ramos, da CPFL, e Angela Faria, da Ericsson. São duas abordagens distintas, mas com resultados práticos semelhantes.

Enquanto a estratégia adotada pela equipe de Carlos Henrique foi a de trazer para dentro de casa a produção das peças, a da equipe comandada por Angela Faria foi aproveitar as parcerias internacionais para usar material que já estava pronto, com as devidas adaptações ao público brasileiro.

Carlos Henrique citou, como exemplos, o treinamento de pessoas da equipe e a compra de equipamento profissional de fotografia para reduzir em 90% o custo com fotos usadas no material de comunicação interna. Para viabilizar a TV CPFL, a equipe firmou parceria com um Canal Universitário. Quando o polo de produção da Universidade foi extinto, o estudante que já fazia o trabalho foi contratado e, novamente, com a compra de equipamento profissional, o custo foi reduzido pela produção em casa.



Neste aspecto, Carlos Henrique fez questão de ressaltar que a produção interna tem uma desvantagem. "É preciso fechar os olhos para a qualidade final, que não se compara àquela de uma produtora especializada".

Angela Faria, da Ericsson, também abordou esta questão do custo de fotografias para a comunicação interna, lançando um ponto para reflexão dos participantes: "O mundo tira fotos do celular e compartilha. Porque a Comunicação Interna precisa ser tão oficial e se esmerar em produzir fotos profissionais?"

Um fator que facilita a abordagem adotada pela Ericsson é que todos os seus colaboradores estão conectados, e que é costume na empresa que a Comunicação Interna seja feita em inglês. Assim, para a América Latina pode-se aproveitar o material preparado por agências localizadas na Argentina e Colômbia.



Este foi apenas um exemplo, dos inúmeros que ouvimos ao longo dos três dias do evento, sobre as oportunidades para fazer uma comunicação interna eficiente e com baixo orçamento.

Comunicação Interna nas Quentinhas

No que diz respeito à comunicação com os desconectados, além das ações que são reconhecidamente eficientes, como a organização de encontros entre líderes e suas equipes, e a produção de jornais, murais, revistas, monitores de TV e programas de rádio, um dos destaques do encontro de Comunicação Interna foi a solução apresentada pela Duratex.

Durante sua palestra, Anderson Passos, da Duratex, mencionou uma ação de comunicação interna com os funcionários “desconectados” que impressionou a plateia por sua simplicidade e criatividade. O comunicado na quentinha.

A Duratex mantém 50 unidades florestais onde são distribuídas, diariamente, cerca de 1200 marmitas, as “quentinhas”. Pontualmente, são acrescentadas mensagens na tampa das marmitas. Apesar da logística complexa, o resultado tem sido positivo, segundo Passos.



Outras ações desenvolvidas pela Duratex para se comunicar com o público que fica fora dos escritórios são a rádio Voz da Floresta (CD gravado com 40 minutos de música e informações intercaladas), transmitida pelos alto-falantes dos ônibus que transportam os trabalhadores até os canteiros, cartazes e murais também fixados nestes veículos.

O mix de canais desenvolvido pela Duratex contempla ainda a comunicação online, com portais, intranet, blog da liderança e totem, comunicação direta, com encontros entre os líderes e as equipes, e a comunicação offline, com revista, banners, panfletos, jornal, etc.

Full frontal e Demanding Brand

Estas duas expressões foram citadas pelo diretor da P3K, Elizeo Karkoski, durante sua apresentação no 17. Congresso Anual de Comunicação Interna como tendências de consumo que atingirão também o público interno, alterando seu comportamento com relação ao que eles pensam das empresas em que trabalham.

Retiradas do relatório 10 Tendências para 2013 do Trend Watching, em resumo elas significam que:

a) As organizações precisam ser transparentes com o cliente e também com o colaborador. Adotar discursos diferentes pode comprometer seriamente o futuro do negócio e da marca. Um exemplo citado é o menu com as informações calóricas do McDonald´s.



b) As marcas que já embarcaram na busca por um futuro mais sustentável e socialmente responsável vão exigir que seus consumidores também contribuam. Mas as exigências devem ser fundamentadas e frequentes. Como exemplo, Elizeo mostrou a campanha do Vitória, time de futebol baiano que fechou parceria com o Hemocentro de Salvador para garantir o aumento dos estoques de sangue.



Se quiser ver todas as 10 tendências do Trend Watching, clique aqui.

Intranet e Redes Sociais Corporativas

Com o novo perfil do público interno, muito conectado e intensamente bombardeado pelas informações disponíveis na net, a Intranet passou a ter um desafio a mais: responder com a “versão oficial” na mesma velocidade às informações que aparecem sobre a organização nas redes sociais e nos demais ambientes em que seus colaboradores interagem.



Por conta disso, cresce a importância das redes sociais corporativas, tema que no 17. Congresso Anual de Comunicação Interna teve destaque. Algumas conclusões compartilhadas durante o evento:

1) As empresas já sabem como interagir com seus clientes pelas redes sociais públicas. Falta aprender a interagir com o seu público interno usando as redes sociais corporativas;
2) Se a sua empresa ainda não tem uma rede social corporativa, em um prazo máximo de dois anos ela terá que se mobilizar neste sentido, por demanda dos colaboradores;
3) A facilidade de implantação é um dos seus trunfos, já que todos conhecem a dinâmica de uso;
4) A construção é colaborativa. Da intranet para as redes corporativas muda a dinâmica de geração de conteúdo, pois a CI é descentralizada e as outras áreas ganham autonomia. Portanto, o potencial de gerar mais conteúdo é maior;
5) A rede social corporativa deve estar alinhada com os objetivos da companhia, garantindo produtividade e segurança da informação. Como todos são identificados, não há o risco de um executivo ser exposto a uma abordagem inadequada;
6) O uso das redes sociais corporativas tem ajudado as organizações a reduzir o uso do email e a melhorar o uso do tempo dos colaboradores;
7) O acesso por login pessoal dos colaboradores (portanto, ambiente controlado e monitorado) derruba o mito de que a rede social corporativa reduz a produtividade.

Pesquisa com os participantes

Durante o 17. Congresso Anual de Comunicação Interna realizamos uma pesquisa com os participantes, abordando algumas das questões que foram discutidas nas apresentações. Registro aqui um agradecimento especial a Cristina Panella, que nos ajudou com a formulação das questões. Eis o resultado:

Na sua empresa, os resultados das atividades de Comunicação Interna são medidas:
A) por pesquisas “caseiras” realizadas pela equipe de CI. . . . . 54%
B) por meio de pesquisas regulares de satisfação
(semestrais ou anuais). . . . . 18%
C) por meio de pesquisas regulares de percepção e imagem
(semestrais ou anuais). . . . . 2%
D) por um conjunto de resultados como tiragem das publicações ou comparecimento a eventos. . . . . 5%
E) não são medidas. . . . . 21%

Na sua empresa, as atividades de Comunicação Interna são desempenhadas por uma área:
A) própria. . . . . 24%
B) ligada à Comunicação Corporativa. . . . . 36%
C) ligada ao RH. . . . . 36%
D) ligada ao Marketing. . . . . 1%
E) nenhuma das anteriores. . . . . 3%

Na sua empresa, o planejamento de comunicação interna:
A) apresenta ações a serem realizadas. . . . . 54%
B) apresenta ações e resultados esperados. . . . . 21%
C) apresenta ações, resultados esperados e formas de medição de resultados. . . . . 13%
D) nenhuma das anteriores. . . . . 12%

Na sua empresa, o resultado das ações de comunicação interna:
A) são apresentados ao board que os comenta. . . . . 45%
B) são apresentados ao board que os comenta e
aos colaboradores. . . . . 15%
C) são apresentados ao board que os comenta, aos colaboradores e têm impacto na remuneração da equipe. . . . . 00%
D) nenhuma das anteriores. . . . . 40%

Dentre os aspectos que vou citar, qual é aquele cuja medida você considera mais importante para a comunicação interna:
A) satisfação dos colaboradores com as publicações e meios de comunicação. . . . . 15%
B) engajamento dos colaboradores. . . . . 65%
C) motivação dos colaboradores. . . . . 20%
D) nenhuma das anteriores. . . . . 0%

Na sua empresa as estratégias para comunicação com colaboradores sem acesso ao computador:
A) não existem. Todos têm acesso. . . . . 18%
B) apesar de termos colaboradores desconectados, não temos
ações específicas para eles. . . . . 12%
C) são adaptadas das ações digitais, pois são poucos
sem acesso. . . . . 21%
D) são específicas, pois temos um bom volume de colaboradores desconectados. . . . . 49%

Como podemos observar, a área de comunicação interna está normalmente ligada ao RH ou sob o guarda-chuva da Comunicação Corporativa. Consequência deste alinhamento com o RH pode ser verificado pela importância do engajamento, considerado o indicador mais importante em 65% das respostas.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A Comunicação feita para e/ou pelos gestores

Outro ponto que obteve unanimidade no Congresso de Comunicação Interna foi o engajamento e a participação dos gestores na multiplicação das mensagens enviadas pela área de CI. Obter o envolvimento dos gestores, a dificuldade de conseguir que eles façam o que lhes é solicitado, e até o despreparo de gestores para realizar a gestão de pessoas foram alguns dos obstáculos relatados no evento.



Como consequência, em quase todas as grandes organizações a preparação do gestor para que ele participe do processo de cascateamento da comunicação é item obrigatório no planejamento de CI. Na Oi, por exemplo, o desafio é lidar com gestores muito jovens. Para contornar a situação, para cada campanha é elaborado um kit específico para o gestor, que mostrará a ele como comunicar e como obter o envolvimento de seus liderados naquele processo.

O caminho para superar este obstáculo passa pelo treinamento e qualificação do gestor para atuar como um multiplicador das informações elaboradas e divulgadas pela área de Comunicação Interna. Basta relembrar os dados apresentados por Suzel Figueiredo para entender a importância deste agente no processo de comunicação:

“Para 96,3% dos entrevistados, o chefe direto tem muita ou alguma importância na comunicação. 2% responderam que ele tem pouca importância e para apenas 1,8% o chefe direto não tem nenhuma importância na comunicação interna.”

Acesso à presidência

Posicionamento fundamental para o sucesso de todas as ações de comunicação interna é a proximidade com a liderança da organização. Sem o patrocínio da alta direção da empresa é praticamente impossível obter bons resultados. A opinião foi unanimidade entre os participantes do 17. Congresso Anual de Comunicação Interna, bem representada pela palestra de Vivian Bialski, da Dupont.



Na Dupont, a área de CI tem acesso direto ao presidente, pois conquistou o “buy-in” da liderança. Além disso, as ações de CI são um item obrigatório na rotina da alta liderança. É preciso mostrar que o trabalho é estratégico, apresentando um plano detalhado para o Conselho Diretor, em que objetivos, metas e custos estão especificados.

Como exemplo dos resultados alcançados, Vivian citou o ranking das melhores empresas para se trabalhar, editado pela Revista Você S/A. Durante a entrevista com os colaboradores, as estratégias e canais de comunicação interna foram aspectos citados e considerados positivos, e que tornam a Dupont uma das melhores empresas para se trabalhar.

Perfil do público interno

Um dos aspectos que foi bastante debatido durante o 17. Congresso Anual de Comunicação Interna foi a mudança no perfil do público interno, em virtude de uma série de fatores. Os principais são:

>> O público interno não é apenas interno em muitas empresas, principalmente naquelas de grande visibilidade, como a Petrobras. Ele é atingido por inúmeras informações a respeito da empresa em que trabalha, oriundas não apenas da organização, mas também da mídia, de colegas, amigos, familiares, etc.

















>> Novas tecnologias transformaram a comunicação, que passa a ser colaborativa. Participar é um anseio do público interno, e até mesmo entre colaboradores que poderíamos chamar de “desconectados”, observa-se uma forte interação no ambiente virtual. Exemplo típico acontece no chão de fábrica, onde é comum encontrar operários com seus celulares e smartphones participando, compartilhando e marcando presença no mundo virtual durante os intervalos.























>> A questão da geração também é aspecto que merece atenção por parte dos gestores de comunicação interna, já que o melhor caminho para atingir com sucesso o público interno é adaptar a mensagem e o canal segundo as características de cada tipo de colaborador.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

5% do tempo dos gestores para gestão de pessoas

Com bom humor, frases de efeito e dados muito relevantes sobre mensuração de resultados em comunicação interna, Daniel Costa mostrou que a empresa de endomarketing gaúcha Santo de Casa conhece muito bem o ambiente corporativo brasileiro.

Com 11 anos de mercado e 37 empresas atendidas, informações gerais sobre o mercado serão consolidadas no Relatório Brasil de Comunicação Interna, que pode ser solicitado por email para o Daniel.


Algumas frases da apresentação:

“Especialista é o cara que já errou tudo o que era possível errar”
“A motivação te faz começar algo. O engajamento te faz terminar bem feito aquilo que começou”
“O endomarketing efetivo precisa, antes, ser afetivo”
“Tão importante quanto falar às pessoas é ouvi-las”

A metodologia do índice de Efetividade da Comunicação Interna foi desenvolvida pela empresa e atende aos seus clientes. Fazendo uma análise do contexto atual, Daniel nos mostra um dado preocupante:


Isso mesmo! Gestores dedicam de 5% a 10% de seu tempo para a gestão de pessoas! E vamos além:

No contexto atual das empresas, há uma falta generalizada de visão sistêmica. As pessoas restringem sua atenção ao seu setor, e conhecem o seu trabalho, mas não o seu papel e contribuição para o todo. A principal consequência disso é o retrabalho, e a principal vítima o cliente.

Outro ponto importante é o excesso de ansiedade e a incongruência tática. São comuns as empresas que determinam metas em prazos inviáveis, e, não proporcionam estrutura e recursos necessários para atingi-los. Propõem desafios estratégicos às pessoas ao mesmo tempo que ampliam a cobrança das atividades operacionais. Lucrar imediatamente é mais importante que investir em inovação para lucrar no futuro.

O excesso de informação é outro ponto crítico. Hoje tudo vira campanha, mail-marketing, confete e serpentina. As empresas têm soterrado seus colaboradores com informação. Na maioria das vezes pouco pertinente ou de conotação “política”. Aliado ao excesso está o foco dedicado apenas àquilo que a empresa quer dizer, e não naquilo que o colaborador precisa ouvir.

De tudo o que eu havia ouvido até aquele momento do Congresso de Comunicação Interna, foi possível observar que alguns palestrantes insistiram em alguns pontos: Cristina Panella na consistência e coerência, Suzel Figueiredo nas 5 premissas, Marcus Dias no alinhamento estratégico e, finalmente, Daniel Costa na pertinência.

Reputation Institute: RepTrak Alignment Monitor

A apresentação de Marcus Vinicius Dias, do Reputation Institute, ganhou um brilho especial na parte da tarde do dia 10, quando a Petrobras mostrou como faz uso da metodologia desenvolvida por eles e conhecida como RepTrak Alignment Monitor.

A base da metodologia é o alinhamento estratégico, que pode ser definido como “o grau de apoio e suporte que grupos de relacionamento organizacional dão às iniciativas organizacionais”.

Organizações alinhadas são mais adaptáveis a mudanças, mais resilientes durante períodos de recessão e mais capazes de reter talento e estabelecer liderança em seu setor. Por essas razões, construir Alinhamento Estratégico é vital para que as organizações tenham maior produtividade e melhores resultados, explicou Marcus Vinicius Dias.

Um slide interessante da apresentação mostra o caminho do conhecimento ao comportamento, que em suma é a meta de toda a comunicação (influir para que todos tenham um determinado comportamento).



Como eu disse, abaixo seguem os dois slides que me chamaram a atenção. O primeiro mostra os drivers do alinhamento, seus indicadores e, como resultante, o alinhamento estratégico. Isso apresentado pelo Reputation Institute. Depois, vemos o slide da Petrobras, que adota a metodologia, com algumas adaptações para sua realidade.


São situações como esta que enriquecem um evento e nos permitem sair do plano das ideias para ver como, na prática, as propostas se concretizam.

Aliás, foi esta a intenção da IBC ao colocar as demais apresentações do Seminário de Mensuração em Comunicação Interna. Reunindo Petrobras e Volkswagen, pudemos observar como as coisas acontecem na vida real. Mas isto você vai ler nos próximos posts.

O que medir em comunicação interna? 5 premissas

Com uma apresentação leve e muito dinâmica, a diretora da Ideafix, Suzel Figueiredo, mostrou as 5 premissas que devem nortear o trabalho de mensuração em comunicação interna:


1) Planeje.
2) Trace objetivos específicos.
3) Estabeleça metas.
4) Use indicadores de desempenho.
5) Defina as mensagens que deseja medir.

Com você pode ver, novamente a questão do planejamento volta à cena. E neste ponto Suzel, assim como Cristina, faz questão de ressaltar a diferença entre avaliação e mensuração. A avaliação serve para canais, produtos e processo. A mensuração serve para resultados, pois estabelece um comparativo entre um determinado “ponto de partida” e aquele ponto que conseguimos alcançar ao final do trabalho.

Isso vale também para os objetivos. Traçar como objetivo “melhorar a comunicação” implica em determinar antes do início do trabalho o “onde estamos”, para depois verificar o “onde chegamos”.

Outro ponto importante comentado no evento é que toda pesquisa em si é um ato de Comunicação. Portanto, deve ser antecedida por uma campanha de preparação e motivação do público interno para obter bons índices de participação. Mesmo quando há baixa adesão, isso deve ser levado em conta, afinal “a não resposta também é uma resposta”.

Seminário pré-congresso sobre Mensuração de Resultados

A partir de hoje vou postar algumas informações que colhi no 17º. Congresso de Comunicação Interna, realizado pela IBC em São Paulo, de 10 a 12 de junho. Seguirei a ordem cronológica das apresentações, apenas para facilitar. Espero que ao final da leitura, vocês tenham uma ideia de como foram ricas e produtivas as discussões no evento.

No dia 10 houve o seminário sobre mensuração de resultados em Comunicação Interna. Bem apropriado o subtítulo escolhido pelos organizadores para dar o tom do debate: “abrindo a caixa-preta da comunicação interna”.

Cristina Panella, que dirige a empresa de planejamento e pesquisa que leva seu nome, abriu o Seminário afirmando que “não há nada que não se possa medir”. Dito isto, passamos a analisar os três pilares da mensuração em reputação, segundo a sua visão: a) a proposta de valor de uma organização claramente definida; b) seus stakeholders objetivamente identificados; c) consistência e continuidade.

Em resumo, analisar e medir a combinação da proposta de valor de uma organização com a de seus stakeholders com consistência e continuidade ao longo do tempo. Esta deve ser a diretriz para as ações de mensuração de reputação da empresa, acredita Cristina.

No que se refere às metodologias, vale ressaltar que em cada uma devem ser avaliados o alcance e o limite. Só assim será possível identificar a metodologia que mais se aplica a cada avaliação de resultado.

Foram quatro temas de CI destacados por Cristina em sua apresentação, que você pode conferir na imagem abaixo:



Cristina mostrou alguns exemplos de pesquisas nacionais e internacionais, analisou-os pela ótica do Alcance e Limite. A partir desta percepção, destacou que “é preciso tomar cuidado com os rankings, pois o seu limite é a ilusão da classificação, do absoluto”.

Quando o assunto é comunicação interna, ficou evidente ao longo de todo o evento que o ponto basilar é o planejamento. Muitos não gostam, outros o fazem de modo superficial, mas o planejamento das ações em Comunicação é condição sine qua non para o seu sucesso.

Da mesma forma que muitos profissionais de Com. Interna não gostam de trabalhar com números e planilhas, e com isso acabem deixando de lado a questão da mensuração dos resultados, vale encerrar este post com a frase utilizada por Cristina Panella para concluir sua palestra: Trabalhamos com o intangível. Por isso, temos que encarar a medição. É a única forma de provar a eficácia das nossas ações.

“Ou nós aprendemos a formular e controlar a métrica das avaliações de resultado em comunicação e o seu impacto sobre as marcas, ou os financeiros farão isso por nós, em breve.”
                         (Don Schultz, American Marketing Association)


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Seepix faz animação da Revista da Aberje

Já comentamos aqui que a Edição 86 da revista Comunicação Empresarial, publicação trimestral para associados da Aberje, centrou foco na comunicação interna. Esta animação, feita pela equipe da Seepix, mostra alguns tópicos importantes.



A Seepix é uma das patrocinadoras do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, que acontece na próxima semana em São Paulo.

Fonte: Quem apontou esta animação da Seepix foi o colega Rodrigo Cogo em seu Facebook.

Dados sobre as redes sociais

Porque hoje é sexta-feira, vamos descontrair e mostrar um video sobre as redes sociais. Está em inglês, mas é fácil entender que este universo já revolucionou e ainda vai causar muitas mudanças em nossa forma de interação e comunicação.



E na sua empresa, como você está incorporando esta nova linguagem em suas ações de Comunicação Interna? Comente, envie o link de materiais interessantes e compartilhe o seu conhecimento com outros profissionais da área.

E não se esqueça: a partir de segunda-feira, dia 10 de junho, estaremos no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna. O resumo dos principais debates, a interação com os participantes e a cobertura do maior encontro de comunicação interna do país você poderá acompanhar aqui.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Falta pouco para o Congresso Anual de Comunicação Interna!

Faltam poucos dias para a 17a. edição do Congresso Anual de Comunicação Interna. Vejam o press release que foi divulgado sobre o encontro:



Mix inédito de cases marca o Congresso Anual de Comunicação Interna de 2013
Comunicação estratégica, planejada e dinâmica para agregar resultados efetivos, disseminar a cultura corporativa e engajar colaboradores serão temas do tradicional encontro

Com uma seleção inédita de apresentações de casos práticos, a 17ª. edição do Congresso Anual de Comunicação Interna reunirá as experiências de alguns dos maiores especialistas da área para discutir os maiores desafios da Comunicação Interna, além do planejamento e da execução de ações de CI que efetivamente atendam às exigências das empresas. O evento é promovido pela IBC e acontece em São Paulo de 10 a 12 de junho.

A estrutura do programa deste ano colocará sempre mais de um especialista para discutir cada tema, em paineis que devem lançar luzes sobre desafios da área de Comunicação Interna como planejamento de CI e alinhamento com o plano estratégico da empresa, patrocínio da área pela alta gestão, sinergia com o RH, interação com os colaboradores desconectados e engajamento do público interno, atuação com orçamento restrito, comunicação com colaboradores de diferentes gerações, entre outros.

O seminário do primeiro dia do evento abrirá a caixa preta da comunicação interna: mensuração de resultados. Para discutir o que realmente é possível mensurar, quais as melhores ferramentas e metodologias, possibilidades de mensuração para cada canal, apoio da tecnologia e interpretação das informações coletadas, a IBC convidou renomados profissionais: Cristina Panella, Suzel Figueiredo (Ideafix), Marcus Dias (Reputation Institute) e Daniel Costa (Santo de Casa), além dos gestores de CI e Comunicação Institucional da Volkswagen e Petrobras, com a abordagem prática das questões levantadas ao longo do seminário.

A plateia do Congresso poderá acompanhar, durante dois dias, como é feita a Comunicação Interna em empresas como Vale, Dupont, Oi, Serasa Experian, Rhodia, Bristol-Myers Squibb, Walmart, Pfizer, Odebrecht, Duratex, Usiminas, D.E. Master Blenders, CPFL, Ericsson, SAP e BRF (união da Sadia e Perdigão). Agências destacadas de endomarketing e provedores de soluções também mostrarão suas experiências: By You, P3K Comunicação, Seepix, Supera Comunicação e Y Mídia.

Um debate sobre a nova face da Comunicação Interna no Setor Público encerra o Congresso, com a participação da chefe da secretaria de comunicação da Embrapa, Gilceana Galerani, da diretora geral do Senado Federal, Doris Marize Romariz Peixoto e da coordenadora de CI e conteúdo web do Ministério da Saúde, Jacy Diello.

O 17º. Congresso Anual de Comunicação Interna é uma iniciativa da IBC, empresa do Informa Group, com o patrocínio da By You, Elemidia Empresas, P3K Comunicação, Seepix, Supera Comunicação e Y Mídia. A programação completa do evento pode ser obtida no site www.informagroup.com.br/ci e na central de atendimento, pelo telefone 11-3017-6808.

As novidades do evento, artigos dos palestrantes e materiais de interesse dos profissionais de Comunicação Interna estão disponíveis no blog www.comunicacaointerna-informa.blogspot.com, no Twitter (@ProfissionaisCI), na FanPage do Informa Group e no grupo de Profissionais de Comunicação Interna do Linkedin.

AGENDA:
17º. Congresso Anual de Comunicação Interna

Data: 10 a 12 de junho de 2013
Organização: IBC, empresa do Informa Group
Informações: 11-3017-6808 ou imprensa@ibcbrasil.com.br

Se você ainda não garantiu sua inscrição, não perca tempo! Veja a agenda aqui e inscreva-se agora mesmo!

Quer cortar, corta. Mas mantém o meu twitter!

Saiu hoje no Valor Econômico que a holding EBX, do mega-empresário Eike Batista, realizou uma série de cortes de funcionários que atingiram inclusive a área de comunicação. Mas o Twitter será mantido! Apesar de lamentarmos a demissão de mais de 20 profissionais, é por meio de notícias assim que podemos identificar como era a estrutura de Comunicação mantida por Eike. Veja um trecho da matéria:

Outro setor muito sacrificado pelos cortes foi o de Comunicação, que incluía as áreas de comunicação interna, mídias digitais e recursos audiovisuais. Dos cerca de 25 empregados que atuavam na área, ficaram apenas três, além de um jovem aprendiz.

A Comunicação era conhecidamente uma área estratégica para Eike Batista, que tem como forte característica buscar apresentar os seus projetos sempre de forma muito atrativa. A área era responsável por desenvolver diversos tipos de materiais, como livros, vídeos e documentários sobre a história das companhias.

Alguns projetos como um "espaço memorial", uma espécie de museu que iria contar as história e realizações das subsidiárias da EBX em um espaço dentro do prédio do grupo, foi descartado.

Entretanto, foi mantido um funcionário exclusivamente para cuidar do Twitter pessoal de Eike Batista. O segmento de assessoria de imprensa, apesar de também ter sofrido cortes e contar com assessoria externa terceirizada, foi mais preservado.

As demissões não são surpresa para o mercado, que já vem sinalizando há meses insegurança em relação aos projetos do Grupo EBX. A OSX, que está construindo um estaleiro no Porto do Açu, em São João da Barra, região Norte do Estado do Rio de Janeiro, comunicou, no mês passado, a demissão de 150 funcionários, seguida de uma reformulação do plano de negócios da empresa.

Esperamos que os profissionais dispensados logo encontrem novas colocações, e que as empresas do grupo EBX futuramente reestruturem a sua área de comunicação, reabsorvendo profissionais na mesma quantidade.

Se você também se interessa por Comunicação Interna, não deixe de participar do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna. Veja aqui os detalhes do evento.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Mudanças pedem Comunicação

O desafio da Comunicação Interna em processo de Fusão é diagnosticar em profundidade o público interno, e a partir de duas culturas distintas, criar uma terceira, nova, integrada, dinâmica e capaz de superar boatos, fofocas e pessimistas de plantão.

A experiência da coordenadora de comunicação interna da BRF, Raquel Tengan, será mostrada no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna. Raquel participou da fusão da Sadia e da Perdigão em 2011, resultando em uma organização com mais de 120 mil funcionários distribuídos por várias unidades no Brasil e no exterior. Veja os detalhes da palestra aqui e garanta já a sua inscrição!

Aproveito o gancho para reproduzir o artigo escrito pelo professor Carlos Parente para a revista Negócios da Comunicação.

Nos processos de fusão e aquisição, trabalhar além do briefing é um importante diferencial para as empresas
O foco de estar na difusão de informações úteis para todos de forma transparente e objetiva. Isso garante o sucesso do entendimento da nova estratégia de negócio


Um dos grandes desafios da comunicação no universo corporativo é a fusão ou incorporação de empresas, que traz “no bojo” a integração de culturas.

Integração de culturas é o jeito bonito de se dizer que “1 + 1 = ?”. Por mais planejamento, provisões e outros instrumentos preditivos que existam, quando a coisa começa a acontecer na realidade, as variáveis muitas vezes mudam incontrolavelmente, e o processo que parecia estável fica imprevisível.

Aí que entra a comunicação que não resolve tudo sozinha, mas dá um belíssimo impulso para a disseminação de uma nova cultura, a divulgação de novas diretrizes e, principalmente, a mobilização e o engajamento de todos os envolvidos. Os processos de fusão e aquisição, por sua bagagem política e afeita naturalmente a fofocas, previsões, avaliações e outros, são períodos bem turbulentos, em que está sendo construída uma nova plataforma, um novo jeito de trabalhar e de se posicionar. Isso amplifica angústias, medos, entendimentos distorcidos e comportamentos imprevistos.

No mundo empresarial, o papel das lideranças, nesse contexto, é mais que vital, é para garantir a sobrevivência. Deles, da equipe e, por consequência, de uma cultura corporativa. Os gestores têm que transmitir as informações necessárias para que todos compreendam que as coisas estão mudando. E que a mudança é inevitável e é preciso trilhar um novo caminho, além do horizonte.

Na integração de duas culturas existentes, nasce uma nova cultura, que será sedimentada a partir da construção de consensos, valores e práticas. Porém, isso não se ergue da noite para o dia.

Vencer a resistência das pessoas é um desafio enorme para qualquer processo de integração, e aí, mais uma vez, a comunicação é primordial para ajudar a criar um ambiente favorável, estabelecer portos seguros, fincar novos paradigmas. É um processo gradual, que exige muita paciência e perseverança.

Os profissionais de comunicação têm de estar atentos a todas as necessidades de comunicação do processo de mudança e de integração, deixando claro o papel de cada veículo a ser usado e a sua forma de funcionamento e divulgação. É um momento em que o foco tem que estar na difusão de informações relevantes e úteis para todos, de forma transparente e objetiva. É o que garante o sucesso do entendimento da nova estratégia.

Nessa fase, é crucial que o comunicador tenha a sensibilidade para encontrar a dose certa na emissão das mensagens. Nenhum processo de integração se sustenta sem a participação efetiva das pessoas. Por isso, as estratégias de comunicação têm de ser certeiras.

Com isso, qualquer briefing de comunicação tem que ser pensado “muito além do briefing”. Muitas coisas importantes no processo de comunicação não são ensinadas na escola ou nos livros. O feeling e o bom senso contam muito. Descobrir o que está além do briefing é um exercício contínuo e desafiador. Todos os significados – aparentes, ocultos, subliminares – contidos nas mensagens que nos são passadas para a construção de um processo de comunicação têm de ser levados em conta para se perceber a verdade verdadeira da essência que precisa ser comunicada.

Assim é possível contribuir de forma mais efetiva para a construção de uma nova cultura organizacional, que será elemento primordial na formação da identidade da nova organização. Trabalhar muito além do briefing é um diferencial estratégico.

*Carlos Parente é professor de Comunicação e Responsabilidade Corporativa e de Marketing no MB A de Marketing da FGV e nos cursos de pósgraduação da ESPM

Comunicação no topo da empresa

O título desta postagem é o mesmo da matéria publicada na Revista Negócios da Comunicação, que reproduzo abaixo. A questão da proximidade e sinergia entre a área de comunicação das empresas e as lideranças é um dos fatores mais relevantes para o sucesso de quaisquer ações de Comunicação Interna. O tema estará em debate no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, durante as apresentações da Serasa Experian, Rhodia, Dupont, Oi, Bristol-Myers Squibb e Walmart. Para conhecer a agenda completa e garantir sua inscrição, visite o site.


Com o avanço das redes sociais e sua influência na imagem das organizações e o peso da visão da imprensa sobre os mercados e a consolidação das marcas, cresce a presença dos responsáveis pela comunicação junto ao topo das companhias. “Foi um processo natural, pois também o CEO passou a ser um líder com forte poder de comunicação interna e externa” – comenta o jornalista e professor Paulo Nassar, diretor da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, Aberje. Pesquisa feita pela instituição revela, inclusive, que a cada 10 presidentes dos grupos empresariais brasileiros, pelo menos 7 deles destinam atualmente uma hora de sua agenda diária para ações ligadas direta ou indiretamente à comunicação: seja respondendo e-mails, despachando com seus gerentes de comunicação ou marketing, posicionando-se nas redes sociais ou participando de encontros programados com a imprensa.

Acentua Nassar que o aspecto humano é, efetivamente, transversal a toda a organização. “As habilidades técnicas e conceituais são importantes, mas hoje são insuficientes para quem ocupa o alto comando. E a comunicação é vital para o líder, o comandante, o CEO” – comenta o diretor da Aberje, ao exemplificar: “Quando uma pessoa chega numa empresa, numa organização, seja fisicamente ou por e-mail, normalmente ela não é recebida pelo presidente do grupo empresarial. Isso se constitui numa falha. O presidente tem a oportunidade, nestes casos, de passar para o novo colaborador a identidade, a missão e os valores da empresa. Claro, caso tenha a habilidade de descentralizar essa comunicação de missão e valores, não haverá problemas”.

Mais do que um gestor, o CEO deve ter ações intelectuais no seu cotidiano. E ter sempre em mente: a empresa é um estrato da sociedade; e não o contrário. “Quanto à necessidade de gerenciar crises, o ideal é prevenir, gerenciar riscos que possam provocar crises” – acrescenta Nassar, ao ressaltar que, nesse ponto, a comunicação é fundamental. “Mas, caso ocorra a crise, fechar-se é o pior dos cenários: se a empresa não produz a narrativa para explicar e fechar o episódio, ficará refém deste episódio” – conclui.

Uma vantagem competitiva
Para Franklin Feder, presidente da Alcoa América Latina & Caribe, todo o processo que envolve as estratégias de comunicação representa, simultaneamente, uma oportunidade e também um fator de risco. “Uma falha nesse processo pode resultar em prejuízos financeiros e institucionais, além de causar insegurança entre os funcionários” – argumenta o CEO. Para ele, hoje em dia não há mais informações apenas locais. O que é divulgado pode se transformar, no minuto seguinte, em notícia mundial, graças à agilidade e amplitude de cobertura das agências de notícias, televisão, rádio e, principalmente, da internet. “Empresas privadas, principalmente aquelas cotadas em bolsa de valores como a Alcoa, não escapam a essa onda” – acrescenta, ao pontuar que qualquer episódio ocorrido em alguma das unidades globais tem repercussão imediata e, muitas vezes, pode interferir nos negócios da companhia.

Nesse quadro geral, Franklin Feder mantém atenção especial a tudo que envolva os formadores de opinião na sociedade: “O meu contato com a nossa área de comunicação externa é diário, 24 horas, sete dias por semana. Não tem dia onde não ocorre um contato. Mais ainda, faço questão de me relacionar com jornalistas, sejam os da grande imprensa ou dos veículos das localidades em que a Alcoa está inserida, já que são stakeholders muito importantes para a Alcoa, assim como os nossos clientes e funcionários”. Para atingir os seus propósitos nesse contexto, Feder conta com o apoio da área de comunicação corporativa, além de uma agência de comunicação.

No que toca às redes sociais, elas fazem parte do cotidiano natural da Alcoa, segundo Feder. “Eu mesmo estou presente diariamente nessas redes, o Facebook, e isso faz com que eu me aproxime ainda mais de clientes, funcionários, público em geral, formadores de opinião etc.”. E acrescenta: “Sabemos que as redes sociais se tornaram um verdadeiro fenômeno e são acessadas frequentemente por usuários do mundo todo. As pessoas buscam na mídia social um espaço para compartilhar experiências, encontrar pessoas e aumentar suas redes de contato. Surgiram comunidades de diversos assuntos, agrupando usuários por gostos, opiniões e interesses. Não demorou muito para as empresas descobrirem que essas redes poderiam ser um espaço eficiente e dinâmico para divulgar sua marca e ainda estreitar a relação com os clientes.”

Para o CEO da Alcoa, um fator que deve ser levado em consideração pelas organizações é o timing. Ideias brilhantes só são bem-sucedidas se apresentadas na hora certa e para o público certo, acentua. “O consumo de informação na internet é apaixonante, mas é preciso estar atento aos movimentos para não perder o momento e a forma certa de lançar uma ação nessas redes.” Além disso, ele acredita que seja importante se colocar na posição do consumidor e de antecipar o que pode dar errado e causar uma crise: “Tendo esses fatores em mente, acredito que as redes sociais sejam uma oportunidade incrível para as organizações se posicionarem.”

TV, rádio, jornal ou internet são ferramentas que agregam no dia a dia da companhia
De acordo com Franklin Feder, TV, rádio, jornal ou internet são ferramentas agregam ao dia a dia, quebram barreiras e encurtam distâncias. O mais importante, para ele, é que a mensagem seja de fato transmitida e chegue ao público-alvo, que hoje em dia é o mesmo que assiste TV, escuta rádio, lê o jornal e acessa a internet. É claro que o timing da informação conta muito na escolha do veículo.

Tão importante quanto o setor de comunicação para a Alcoa, são os projetos sustentáveis – segundo Franklin Feder: “Sustentabilidade é um misto de responsabilidade ambiental, justiça social e sucesso econômico aliado a questões importantes como o comportamento ético e transparente. O tema está no topo da minha agenda, no meu dia a dia e no meu discurso, para dentro e para fora da empresa. Além disso, sempre tive entre as minhas crenças a de que não dá para ser uma empresa rica em uma comunidade pobre. É um ensinamento que procuro transmitir a todas as alcoanas e alcoanos” – conclui.

Como a companhia procura realizar todas as atividades de maneira sustentável, pondera Feder, é difícil destacar alguns projetos. Mas para exemplificar, cita o Programa Alcoa de Eficiência Energética, que busca identificar e implementar ações que possibilitem reduzir tanto o consumo específico desse insumo tão fundamental para a indústria do alumínio quanto às emissões de gases de efeito estufa (GEE). Lançada em 2010, essa iniciativa faz parte do compromisso global da companhia, assumido publicamente nos fóruns internacionais.

Até o fim de 2011, foram realizadas nove sessões de mapeamento de oportunidades nas unidades, identificando 118 ações, que permitiriam a redução de até 5,2% no consumo específico de energia. Durante o ano de 2011, foram implementadas 21 ações, e outras estão em implantação, o que permitiu redução de 2,6% no consumo. Meta 2020/2030 – Tendo como base 2005, reduzir em 10% a intensidade do consumo de energia para as operações de Primários até 2020; 15% até 2030.

Ideias brilhantes só são bem-sucedidas se apresentadas na hora certa e para o público certo
De novo, para o CEO está clara a importância da área de comunicação no processo de gestão: “A relação transparente com a comunidade foi fundamental para a obtenção das licenças ambientais junto à unidade instalada em Juruti, no Pará. Entre essas ferramentas, material de apoio para as reuniões, como as 21 mil peças impressas dirigidas aos mais diversos públicos, entre cartazes, convites personalizados, gibis informativos e calendários. Ainda para a divulgação foram inseridas 500 chamadas em rádios locais, além de 100 exibições de vídeo institucional e 15 faixas em áreas estratégicas da cidade.”

Força dos recursos humanos
Na visão de Claus Vieira, CEO do Catho (o maior site de classificados de currículos e vagas de empregos da América Latina) cada vez mais consumidores e clientes tomam decisões considerando aspectos que vão além dos critérios tradicionais, como produto e preço. As empresas também são escolhidas em função de seus valores, sua missão e seu papel na sociedade. Como guardião destes valores e conceitos, argumenta Vieira, o gestor da organização está cada vez mais próximo do seu público de interesse, chamado stakeholder.

“Além disto, as áreas ligadas à comunicação representam o elo entre a empresa e o mercado. Por esta razão, dedico um espaço importante da minha agenda à aproximação com formadores de opinião que possam compreender nosso negócio e apresentá-lo de forma satisfatória para nossos diversos públicos” – acrescenta Vieira, ao explicar que parte fundamental deste trabalho de gestão da reputação da companhia consiste em ter o suporte de uma grande agência de comunicação, que ajude a alta gestão a ter visão clara dos cenários e percepções em relação ao negócio e a optar pela melhor estratégia empresarial.

A comunicação deve estar na pauta do comando da companhia
No entendimento de Vieira, o fenômeno das redes sociais transferiu parte do poder de divulgação das empresas e marcas para as mãos, justamente, dos cidadãos, dos consumidores. “Somos nós que ajudamos a construir ou comprometer a imagem de uma empresa através de nossas opiniões e experiências compartilhadas” – afirma o CEO, ao acrescentar que, neste cenário, as empresas que identificam e engajam os defensores de suas marcas poderão explorar as plataformas sociais para que eles sejam os embaixadores de seus valores, tanto no mundo virtual quanto real.

Quanto à escolha da mídia ideal para levar a mensagem, os valores da organização, Claus Vieira afirma que a força de cada mídia depende do perfil do público que se deseja atingir. O importante para cada empresa é estruturar o seu ‘mix de comunicação’ para que ele possa atingir o seu público-alvo. Ele entende que a internet como um todo já se consolidou como um importante instrumento democrático e de liberdade de expressão. “O próximo desafio está em ampliar o alcance dessa rede mundial para que se torne um verdadeiro instrumento de desenvolvimento social, por meio de serviços e recursos que promovam a educação e cidadania.”

As empresas também são escolhidas pelo consumidor pelos seus valores

Comunicar e educar
Na Laureate Brasil – integrada a um grupo internacional de ensino superior – o CEO José Roberto Loureiro afirma que um dos principais pilares do negócio, em especial nos mercados novos ou em franco desenvolvimento, é a educação dos diversos atores do segmento: clientes, cadeia de fornecedores, reguladores e financiadores. A comunicação, em seu entender, deve estar na pauta do comando da empresa, porque a mensagem endereçada a todos os stakeholders deve ser consistente. “Para tanto, estruturamos um modelo de trabalho que inclui uma agência de comunicação de grande porte e um posto avançado dentro do escritório da Laureate, em São Paulo, que atua em conjunto com a diretoria de Comunicação e Relações Públicas da companhia.” Na posição de presidente do grupo, explica, seu contato com a imprensa é constante e requer dedicação e comprometimento tanto no atendimento das demandas como no estreitamento da relação com os jornalistas.

É incrível a velocidade com que as notícias circulam por meio das redes sociais
Com relação às situações complicadas em meio a crises eventuais, José Loureiro é enfático: “É o momento de não ficar quieto” – ensina. Para o CEO, a tradicional abordagem de que a empresa foi procurada e não quis se pronunciar implica o entendimento tácito de que a empresa está errada. “É preferível se preparar, por mais dura que seja a conversa, procurar proativamente os veículos de comunicação e abordar o assunto com transparência e franqueza”, argumenta.

Ao destacar a importância da comunicação entre as estratégias da empresa, José Loureiro lembra de um projeto concebido na companhia, o Prêmio Laureate Brasil, cujo objetivo é reconhecer jovens empreendedores sociais empenhados em promover mudanças significativas nas comunidades em que atuam. A área de comunicação tem uma “missão importante” nesse processo, afirma: “Dar visibilidade ao projeto interna e externamente e com isso obter aliados e novos participantes, bem como promover o senso de orgulho por fazer parte da empresa que mantém o projeto. Além disso, é essencial para mostrar à sociedade o que promovemos além do nosso negócio principal e, assim, permitir que comunidades e pessoas que possam se beneficiar do projeto se aproximem das universidades que compõem o grupo em todo o Brasil.” Para o CEO, está cada vez mais claro que o consumidor valoriza empresas socialmente responsáveis na hora de escolher o seu produto.

Somos nós que ajudamos a construir ou comprometer a imagem de uma empresa
Nesse sentido, ele destaca a importância das redes sociais em seu trabalho estratégico de gestão. “É incrível a velocidade com que as notícias boas ou ruins circulam por meio dessas redes, que a cada dia se desenvolvem mais e mais” – argumenta, ao lembrar que várias empresas aderiram ao novo espaço para educar o consumidor sobre seu produto e suas qualidades e reagem rapidamente quando algo ruim também circula nas redes. “Quem também exerce a função de comunicador agora é o consumidor e, portanto, temos de nos adaptar a esse fato” – conclui.

Alimentos nas redes sociais
Para o presidente da Ajinomoto do Brasil, Etsuhiro Takato, não há a menor dúvida: “A comunicação corporativa assumiu um papel fundamental, pois pode muitas vezes influenciar os negócios de uma empresa e até mesmo sua imagem”. Na prática, acentua o CEO, os processos de comunicação tornaram-se importantes elos entre a companhia e a sociedade, sendo indispensável para qualquer organização – seja de grande ou pequeno porte.

A comunicação é chave para promover o diálogo, garantir a transparência
Takato coloca os contatos com os jornalistas num espaço especial em sua agenda diária: “Pocuro estar disponível para: solicitações de imprensa ou alinhamento de pautas de negócios”, comenta, ao citar exemplo ocorrido no começo deste 2012. “Nos dedicamos à divulgação de um grande investimento, na ampliação da produção de tempero Sazón na nossa fábrica localizada em Limeira, interior de São Paulo”, o que rendeu bons resultados na mídia especializada em economia. “Com um detalhe” – acrescenta Takato: “Não falo português e a estratégia contou com ajuda de um tradutor”.

A preocupação com a área de comunicação em geral, sustenta Takato, deve-se também ao fato de o consumidor estar cada vez mais perto e interagindo com as empresas. “Estamos ingressando aos poucos nas mídias sociais”, conta, ao observar que, alguns de seus produtos de varejo, como Sazón, Vono, Mid e Aji-Sal já ocupam lugar de destaque no Facebook. “As redes sociais têm sido muito importantes na relação com o público e acredito que possam trazer resultados positivos para as companhias”, garante o CEO.

O presidente da Ajinomoto não revela os investimentos em comunicação e marketing, por motivos ‘estratégicos’. Mas destaca: “O que seria interessante comentarmos são os grandes investimentos que a Ajinomoto do Brasil tem feito desde 2011 e que vão até 2013: R$ 290 milhões, já tendo sido aplicados R$ 90 milhões deste montante. Além disso, a meta de crescimento da companhia como um todo para os próximos cinco anos é de aproximadamente 15%.”

A comunicação corporativa assumiu um papel fundamental nos negócios
Quanto aos aspectos estratégicos da comunicação corporativa, Takato diz que o departamento de imprensa é indispensável em “situações de crise”, sobretudo, na prevenção. “Outra área muito importante é a de Gerenciamento de Riscos, que tem de trabalhar lado a lado com nosso Departamento de Comunicação”, explica, ao falar sobre o futuro: “Acredito que as redes virtuais aceleraram o processo das informações e têm sido cada vez mais utilizadas. No caso das empresas, elas devam prover conteúdo interessante aos usuários, sempre em linha com sua missão e seus valores para, assim, fortalecerem sua imagem” – finaliza.

O alinhamento faz com que as decisões sejam tomadas de forma mais consistente

Saúde e informação
Nos Laboratórios Takeda, levar ao grande público informações sobre saúde é indispensável, para aumentar o conhecimento da população sobre doenças e tratamentos. “Tento colocar-me sempre à disposição para todas as entrevistas estratégicas, uma ou duas por trimestre” – afirma Giles Platford, CEO do grupo farmacêutico, ao comentar: “Para nossos colaboradores, a comunicação é chave para promover o diálogo, garantir a transparência, compartilhar a estratégia e decisões, e dessa forma incentivar o engajamento e participação interna, levando questões essenciais para uma cultura de alta performance como a nossa”.

Platford assinala que parte do seu tempo é dedicada a sessões de ‘comunicação presencial’, além de manter um canal aberto com os colaboradores, por meio de newsletter de alinhamento de estratégia, interface com a força de vendas, entre outras iniciativas. Conta também que um cuidado maior passou a ser dado às redes: “Os internautas brasileiros têm presença marcante nesse espaço. Existe uma série de restrições regulatórias para a indústria farmacêutica comunicar-se com o público leigo, as quais respeitamos. Porém, quando possível, usamos esses canais para conversar com nossos consumidores ou simpatizantes das canais para falar de nossos produtos. Nebacetin e Neosaldina são exemplos de produtos que têm ações em mídias sociais” – exemplifica.

Destaca o CEO do Takeda que a estrutura, governança e treinamentos na empresa permitem estabelecer um canal claro e transparente com os diversos públicos e garantir “a boa gestão da reputação e imagem da companhia”. E conclui: “Se há algo na empresa em que nós investimos muito é alinhamento. Isto faz com que as decisões sejam tomadas de forma mais consistente e de forma mais rápida. No caso de administração de eventuais crises não é nem um pouco diferente”.

Nos Correios, Link direto com o Cidadão
Em seu gabinete de trabalho na sede dos Correios, em Brasília, o presidente da companhia, Wagner Pinheiro de Oliveira, confere especial atenção à área de Comunicação, sobretudo pelo que a organização representa: “Como empresa pública, temos o dever de ser transparentes e prestar informações à imprensa e à sociedade. Também passamos a colocar o foco no cidadão, divulgando amplamente todas as mudanças por que estamos passando e que se refletem diretamente na qualidade do serviço prestado”. Diante nesse quadro, revela Oliveira preocupação em investir muito nos setores que fazem a interface entre a empresa e o grande público. “Contratamos mais jornalistas, por concurso público, para a assessoria em Brasília e para as assessorias de comunicação das 28 Diretorias Regionais dos Correios no Brasil.

Estabelecemos diretrizes para garantir um relacionamento transparente e efetivo com estes profissionais” – comenta o CEO, ressaltando uma das ações fundamentais no processo atual de comunicação: a criação do Blog dos Correios, “uma importante ferramenta de divulgação dos fatos relacionados à empresa e também de interação com a sociedade”. Para se ter uma ideia da efetividade do blog, pontua Oliveira, em pouco mais de um ano foram registrados 2 milhões de acessos ao site.

Devido ao caráter estratégico das áreas ligadas à imprensa, o CEO dos Correios definiu que tanto a assessoria em Brasília como as assessorias das Diretorias Regionais funcionassem com empregados próprios. “Veja bem, por sermos uma empresa prestadora de serviços presente no cotidiano dos brasileiros, a cobertura é intensa. Todas as nossas atividades interessam ao cidadão: a entrega de correspondências, as megaoperações de distribuição de livros didáticos às escolas públicas e de entrega e coleta de provas do Enem, o apoio à cultura e ao esporte por meio de nossos patrocínios e a oferta de novos serviços, apenas para citar algumas”.

No momento atual, Oliveira fala do desafio da comunicação a partir das novas tecnologias e das redes sociais: “Estamos repensando a forma de relacionamento não apenas com a imprensa, mas com a sociedade” – argumenta o CEO. “O Blog dos Correios tem nos mostrado a efetividade da interação com nossos públicos, pois possibilita retorno direto a respeito das nossas ações” – acrescenta. Oliveira já colhe experiências bem-sucedidas no Facebook, com páginas específicas sobre a Campanha Papai Noel dos Correios – que conta essencialmente com a mobilização da sociedade e tem muita repercussão na mídia –, e da participação na Rio+20, divulgando as ações de sustentabilidade dos Correios.

Mensuração de Resultados em Comunicação Corporativa

Quem trabalha com Comunicação Corporativa normalmente lê bastante. Alguns livros são obrigatórios na estante de um profissional da área, e hoje eu destaco aqui um destes casos:  o Dicionário de Mensuração e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional.


Elaborado por Don W. Stacks e organizado por Paulo Nassar e Suzel Figueiredo, traduzido por Ciro Coutinho, este livro faz parte de uma iniciativa da Comissão de Mensuração e Avaliação em Relações Públicas, formada pelo Institute for Public Relations, nos EUA, cujo foco é estabelecer padrões e métodos para a pesquisa e mensuração em RP analisando as melhores práticas do setor. Esta versão tem um número ampliado de verbetes para tornar ainda mais clara a comunicação entre os profissionais do setor de diferentes países em sua tentativa de classificar e descrever sistematicamente a mensuração e avaliação nas disciplinas de comunicação corporativa e relações públicas.

No site da Aberje ele não está disponível para venda, mas pode ser encontrado em sebos. Em 2 edições, foram vendidos 14 mil exemplares. Veja o que dizem Suzel Figueiredo e Paulo Nassar na Introdução do livro:

"Pesquisar, avaliar, medir são conceitos incorporados pelos profissionais da comunicação corporativa. Sua prática é parte do cotidiano dos comunicadores, que estabelecem indicadores de desempenho utilizando-se das ferramentas oferecidas pela pesquisa aplicada e suas metodologias."

Se você também se interessa pelo tema, não deixe de participar do Seminário de Mensuração de Resultados em Comunicação Interna, que acontecerá durante o 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna. Veja aqui os detalhes do evento.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Revolução Social: da Internet para o Escritório

Reproduzo abaixo um artigo interessante do Filipe de Paiva, publicado no Salada Corporativa. A questão das redes sociais no ambiente de trabalho e mesmo o seu uso como ferramenta de Comunicação Interna estarão em debate no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna. Confira a agenda do encontro aqui!



Fora do local onde trabalham, as pessoas têm acesso a uma série de ferramentas de sociabilidade virtual, promovendo criação, gestão e compartilhamento de conteúdo, interação com outros usuários ao redor do mundo e todo um leque – bastante amplo – de meios para se socializar.

O mundo está passando por uma revolução digital. Todos estão conectados. Não há fronteiras. No início deste processo de adaptação da sociedade às novas tecnologias, as empresas temiam o que poderia acontecer se seus funcionários usassem redes sociais no ambiente de trabalho. Desconfiando que seu uso pudesse prejudicar a produtividade sendo uma distração ou mesmo levasse ao vazamento de informações sigilosas, seu corpo de empregados era constantemente vigiado e, muitas vezes, o acesso a tais ferramentas era bloqueado.

Mas toda revolução traz mudanças e uma das mais importantes trazidas por essa é o reconhecimento de que estar conectado no escritório pode, na verdade, ser bastante benéfico. Não só as corporações têm permitido livremente o acesso como, por vezes, têm incentivado. O que acontece é que o universo digital passou a ser enxergado como um aliado para se relacionar não apenas com o mundo exterior, mas com os próprios colegas, gestores e subordinados. Se a comunicação interna é um organismo, as redes sociais são vitaminas poderosas.

Através delas é possível estreitar os laços entre os colaboradores da empresas, sejam eles técnicos operacionais ou líderes de alta hierarquia. Elas estimulam novos meios de colaboração, podem gerar cooperativismo e integração entre diferentes setores, fortalecem o networking e são até mesmo um canal entre a empresa e o mundo, fazendo com que o trabalho seja voltado para as necessidades e desejos da sociedade – o mapeamento de público online é uma poderosa ferramenta de trabalho.

Até na hora de buscar novas parcerias a internet é uma aliada. Imagine, por exemplo, que a marca precise de um fornecedor ou freelancer para um determinado projeto. Se antes tomava tempo encontrar e conversar com possíveis preenchedores desses papéis, hoje basta que algum dos colaboradores peça alguma indicação em uma de suas redes sociais. Em questão de minutos currículos, portfólios e diversos nomes serão recomendados devidamente qualificados e com a opinião sincera de quem falou deles.

A comunidade online é não é chamada de “comunidade” à toa. Seus membros são ativos, buscam sempre melhorar o ambiente virtual e – o mais interessante – ajudar os demais. O ambiente, se a empresa souber explorar bem, é de constante colaboração e só tem benefícios a oferecer.

Como é visto o acesso a redes sociais na sua empresa? Amigo ou inimigo?

Endomarketing de massinha!

Como hoje é sexta-feira, selecionei um video engraçado sobre Endomarketing. Simples e eficiente, a animação em massinhas dá o recado muito bem! Confira!

Aproveite e confira também a agenda do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, que a IBC vai promover em São Paulo de 10 a 12 de junho.

A importância da Política de Redes Sociais

Um dos patrocinadores do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, a P3K tem um blog muito interessante, do qual eu reproduzo este post por sugestão da Camila Piva. Conheça a agenda completa e garanta já sua inscrição no site do evento.











Liberadas ou não na sua empresa, as redes sociais são uma realidade no dia a dia dos colaboradores, por isso é necessário a construção e divulgação de uma Política de Redes Sociais. Afinal de contas, é impossível proibir 100%, pois ninguém pode sair por aí confiscando o celular ou o tablets alheio. E mesmo que, digamos, por um milagre, as pessoas não acessem as redes nas dependências da empresa, ela certamente irá acessar de casa. E você pode se perguntar: qual o problema disso?

Bom, podemos citar vários: uma foto tirada nas dependências da empresa da qual aparece (sem que a pessoa tenha se atentado) uma informação sigilosa; ou um comentário do tipo: “Hoje eu vi o ator X lá na empresa”, xiiii… a concorrência pode estar de olho e saber qual o perfil do próximo garoto propaganda da marca e, por consequência, sua estratégia, ou pior, se essa empresa for uma rede de televisão, essa pode ser a brecha para atrapalhar negociações de contratos. Podemos mencionar também aqueles comentários do tipo: “Saí tarde hoje, deu pau no sistema lá da empresa!”. Realmente não é bacana!

Hoje é bem comum as empresas recorrerem às redes sociais para saber mais de seus futuros possíveis colaboradores, e pode ter certeza, bem comum também para ficar de olho no concorrente. Por isso é preciso SIM que TODAS as empresas, de TODOS os ramos se adequem à nova realidade e tenham uma política de redes sociais! Afinal as pessoas precisam ter a ciência de que a liberdade está intimamente associada à responsabilidade.

Assim como os códigos de conduta e normas de segurança da informação, o uso das redes sociais deve estar contido na política organizacional, a fim de esclarecer, informar e formalizar.

Um manual de política de redes sociais pode fazer parte do manual de boas-vindas dos funcionários, por exemplo. O importante é que contenha orientações sobre o que não queremos ver nas redes sociais.

Algumas orientações básicas que devem fazer parte desta política:
- Ao postar fotos do ambiente de trabalho, se certificar de que nenhuma informação estratégica está sendo revelada, como números em uma apresentação na tela do computador ou anotações em um quadro branco.

- O colaborador não deve responder a ataques ou provocações nas redes sociais envolvendo o nome da empresa em que trabalha. A melhor solução é comunicar o responsável pela comunicação da empresa para responder adequadamente.

E se na sua empresa as redes sociais estão liberadas, pode também conter orientações a respeito de como as redes sociais devem ser usadas na empresa, como:
- O colaborador pode usar as redes sociais na empresa, desde que seja orientado a pesquisas.
- Caso um superior note que o colaborador exagera no tempo investido em redes sociais, especialmente com assuntos não relacionados aos negócios da empresa, é necessário que se faça um feedback orientativo e alertar o profissional.

A P3K Comunicação pode ajudá-lo a desenvolver uma política de redes sociais que esteja de acordo com a cultura organizacional, aliada às normas de conduta e política de práticas da sua empresa e que, ainda, leve em consideração o público interno que vai interagir com ela. O objetivo é que todos estejam alinhados, gestores e colaboradores, só assim é possível evitar ruídos, dúvidas, mau uso e crises!

Conte conosco!

Camila Piva
Diretora de criação da P3K Comunicação.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Inspirideia: o endomarketing em 10 premissas

A Mariana Melissa desenvolveu uma forma muito criativa de transmitir conteúdos pelo Slideshare. Ela criou o Inspirideias, que, neste caso, aborda o endomarketing. Vale a pena conferir!


Algumas das melhores práticas em Comunicação Interna estarão em debate no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, que a IBC vai promover em São Paulo de 10 a 12 de junho. Confira a programação no site do evento e garanta já sua inscrição!

ACATE adota rede social interna para aproximar associados

A Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE) adotou uma rede social corporativa a fim de estabelecer um canal de comunicação mais moderno e eficiente para se aproximar de seus associados. Implantada em janeiro deste ano, a rede interna já conta com 16 grupos e cerca de 250 membros. A iniciativa também pretende auxiliar na gestão das Verticais de Negócios e ampliar a sinergia entre as incubadas do MIDI Tecnológico.



A rede ACATE também foi implantada com o objetivo de criar um mecanismo de aproximação entre os colaboradores da Associação e os profissionais das empresas associadas. “As transformações percebidas estão em várias esferas. As Verticais ganharam grupos específicos, onde podem trocar experiências e documentos. Já os associados podem gerar informações para a ACATE e para outros associados e compartilhá-los na rede.

O contato é mais direto e personificado, reforçando o espírito associativista”, destaca o secretário executivo da entidade, Gabriel Sant’Ana. Os polos regionais associados à ACATE, localizados em Criciúma, Tubarão, Blumenau, Chapecó, Rio do Sul, Lages, Jaraguá, Joinville e Três Barras, também estão sendo convidados a participar da rede, criando novos fóruns e grupos de discussão, para trazer demandas localizadas e apresentar oportunidades, tanto para a ACATE, como para os associados, em geral.

Além de ser um novo meio de comunicação, a rede ACATE também é um canal para coletar ideias, expectativas e anseios dos associados de forma menos formal. As associadas podem ficar sabendo de novidades de outras empresas e entrar em contato com elas diretamente, diminuindo processos burocráticos. Segundo Sant’Ana, é possível perceber um crescimento diário na adesão e também no uso cotidiano da ferramenta. “Podemos dar continuidade à discussões que foram iniciadas em reuniões presenciais, podendo explorar muito mais o tema, sem que se tome muito tempo e sem necessitar de uma estrutura física para isso”, completa.

Antes de adotar a rede social interna, a ACATE utilizava o NING como canal de discussão das Verticais, contudo, sua utilização pelos empresários era muito baixa. “Agora, pela facilidade e pelo modo de funcionamento, muito parecido a uma rede social comum, vemos uma participação maior e um engajamento mais frequente dos empresários”, explica o secretário executivo. Para Sant’Ana, a importância da rede social corporativa também está em viabilizar a gestão do conhecimento nas organizações, potencializando o contato e a troca de experiências e informações entre os usuários. “Algumas empresas gostaram tanto da rede Social ACATE que já buscaram informações sobre como implantar também na sua empresa”, destaca.

A plataforma escolhida para ser usada pela ACATE foi desenvolvida pela associada SocialBase e se destacou por ser considerada completa e com interface amigável e de fácil navegação. As redes sociais corporativas possuem todos os recursos de uma rede social comum, como perfil, grupos, feed de notícias em formato timeline (linha do tempo), chat, grupos temáticos, páginas, opções para curtir e compartilhar conteúdo, entre outros. Essas funcionalidades são adaptadas para a colaboração corporativa, que pode incluir clientes, fornecedores e parceiros.

Esta notícia foi publicada ontem no Acontecendo Aqui. Se você se interessou pela implantação de uma rede social interna, não pode perder a apresentação da By You no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, que acontecerá em São Paulo de 10 a 12 de junho. No evento, a customer success manager da empresa, Mariana Stori, mostrará o passo a passo para a implantação de uma rede social interna, além de discutir como converter as mídias sociais em elemento promotor da produtividade, da interação e do desenvolvimento humano das organizações.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Indicadores de comunicação interna como parâmetro de eficácia

O texto que você vai ler foi escrito pela Suzel Figueiredo, diretora da Ideafix Estudos Institucionais. Ela será uma das palestrantes do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna e falará sobre a mensuração de resultados em Comunicação Interna.

Se você quiser ver os detalhes do Seminário do qual a Suzel participará, clique aqui.



Sabe quando você vai ao médico e ele mede a pressão arterial, a temperatura, seu peso, sua altura? Ou ainda quando pede exames para checar sua taxa de colesterol, glicose, hormônios? Pois bem, ele precisa de parâmetros, de indicadores, para diagnosticar como está sua saúde. De acordo com os resultados, ele prescreve remédios, dieta ou, nos casos mais raros, lhe dá os parabéns e manda seguir a vida.

Nas empresas, quando se deseja implantar indicadores de comunicação a lógica não é muito diferente. É preciso definir os parâmetros para saber como anda a saúde da Comunicação Interna, o que significa que será necessário um planejamento. Logo, se há planejamento há também objetivos e, consequentemente, metas para serem alcançadas.

Os indicadores de comunicação interna se encaixam aí e podem estar relacionados aos processos ou aos resultados. Se você quer avaliar o grau de satisfação dos colaboradores com os canais internos, vai medir o processo, portanto a eficiência da área de comunicação. Por outro lado se você quer medir o entendimento das mensagens estratégicas da empresa, precisa de um indicador de resultado, que vai medir a eficácia.

E na dúvida, o que fazer? Medir a eficiência ou a eficácia? O recomendável é medir as duas dimensões, pois é possível que as mensagens estratégicas sejam compreendidas independentemente da satisfação com os meios de comunicação interna. Ou uma situação inversa e incomoda: canais bem avaliados, mas baixa retenção de mensagens importantes.

E quais são os parâmetros que indicam a boa saúde da comunicação interna? Confiança na empresa, engajamento nas campanhas internas, percepção de coerência entre discurso e prática, só para citar alguns. Mas nada disso faz sentido se os funcionários não se mobilizarem para que a empresa alcance suas metas estratégicas.

Da mesma forma que a consulta médica, para desenhar indicadores de comunicação interna é bom consultar um especialista, que recomendará quais métricas fazem sentido para a sua estratégia. Com um bom diagnóstico é possível escolher indicadores para acompanhar a saúde da Comunicação Interna de qualquer organização.

Já que estamos tratando de analogias médicas, pense na organização como um corpo humano. Cada órgão (área) tem sua função e isoladamente eles não fazem sentido. O papel da comunicação interna é fazer o corpo todo funcionar, levando oxigênio para todas as células, ou seja, informações necessárias para a saúde do conjunto.

Uma Comunicação Interna eficaz é aquela que consegue contribuir para o sucesso do negócio e portanto, ter indicadores para medir os avanços é um pressuposto de controle de qualidade da gestão.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Comunicação Interna no Setor Público - Nova Postura Avança

A nova face da Comunicação Interna no Setor Público será um dos temas discutidos no 17o. Congresso de Comunicação Interna. No evento, a chefe da secretaria de comunicação da Embrapa, Gilceana Galerani, a diretora-geral do Senado Federal, Doris Marize Romariz Peixoto, e a coordenadora de comunicação interna e conteúdo web do Ministério da Saúde, Jacy Diello, mostrarão aos participantes que a pressão exercida pelas novas gerações e pelos bons exemplos vindos da iniciativa privada têm gerado no Setor Público novas práticas e novas dinâmicas de comunicação.

O resultado são servidores, ou melhor, colaboradores engajados e participativos. Garanta sua inscrição no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna e compartilhe este conhecimento!


Os exemplos de iniciativas bem-sucedidas no Setor Público tem se tornado frequentes. Veja a matéria abaixo, reproduzida deste site.

Receita Estadual aprimora comunicação interna e prepara novo site

Com o objetivo de melhorar a comunicação interna e externa, a Secretaria da Receita Estadual (SRE) colocou em funcionamento sua intranet e desenvolveu um novo site de internet que será lançado no mês de abril. Nesta quinta-feira, 14, representantes de coordenadorias e gerências da SRE participaram de uma reunião para definir o cronograma de trabalho para a atualização das duas páginas eletrônicas.

Durante o encontro, os participantes se comprometeram em atualizar a intranet com informações de cada setor da secretaria. "Essa ferramenta é fundamental para quem está fora da secretaria, nos postos, por exemplo, para saber o que está acontecendo aqui dentro; as decisões tomadas, que fazem parte do dia a dia do servidor", disse Luiz Paulo Santos, coordenador de Tecnologia da SRE.

A reunião também serviu para que os presentes tirassem dúvidas e fizessem sugestões para melhorar o canal de comunicação dentro do órgão. Além de notícias, a intranet terá links de todos os setores, com publicações de portarias, legislação, certidões e outros serviços que vão ajudar no trabalho dos servidores.

Sobre a internet, a previsão é lançar o novo site no dia 22 de abril. O portal ganhou uma nova identidade, mais moderna e com muitos serviços à disposição do usuário. De acordo com o cronograma estabelecido na reunião, entre os dias 2 e 10 de abril, a equipe de comunicação da Assessoria de Desenvolvimento Institucional (Adins) – responsável pela divulgação das notícias – vai reunir com todos os setores da secretaria para estabelecer os critérios de produção do conteúdo que será veiculado no site. "Vamos comunicar cada setor e fazer as visitas para definir de que maneira as notícias serão repassadas para a Adins, antes de serem divulgadas na internet", explicou a assessora técnica Jacileide Pacheco.

As novas ferramentas da Secretaria da Receita Estadual fazem parte do processo de modernização da pasta, implantado pelo governador Camilo Capiberibe, e visam facilitar o trabalho dos servidores e, consequentemente, melhorar o atendimento ao cidadão.

Gilberto Pimentel/SRE

Pesquisa mostra a importância da comunicação interna nas organizações

Pesquisar realizada pela Agência mineira Interface, e publicada no blog da empresa, mostra a importância da comunicação interna nas organizações. “O investimento em comunicação interna começa quando o empresário tem a percepção de que a transmissão de informações para os funcionários impacta nos resultados e no bom desempenho da empresa”, opina o diretor da Interface.

De fato, as empresas que vão participar do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna já sabem que transmitir as informações certas e da forma adequada para os funcionários tem forte impacto nos resultados e no desempenho da organização.

Seja no planejamento das ações de CI, que devem ser alinhadas ao Plano Estratégico da Empresa, seja na implantação de ferramentas inovadoras como as redes sociais internas, ou tradicionalmente bem-aceitas como a TV Corporativa e o Jornal Interno, os profissionais de comunicação interna estão conscientes do efeito da CI e tem, como desafios, trabalhar a sinergia com outros departamentos, o apoio da alta liderança, a formação de multiplicadores, lidar com a pressão pela redução de custos e, sempre, mas sempre mesmo, mensurar os resultados das ações.

Participe do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna e descubra como grandes empresas vem superando tais desafios.

Voltando ao texto da Agência Interface, achei interessante a iniciativa e os convido a ler o material.



“O investimento em comunicação interna cresceu sensivelmente nos últimos anos”, avalia o diretor presidente da Interface, José Renato Lara, que coordenou o estudo.

O uso de ferramentas de comunicação interna nas empresas, que durante muitos anos foi relegado a segundo plano, está crescendo sensivelmente nos últimos anos. As organizações, de todos os portes, estão percebendo que a circulação interna de informações é essencial para o bom desempenho dos negócios e integração dos funcionários. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Interface Comunicação Empresarial, empresa especializada no segmento, junto a 56 empresas de pequeno, médio e grande porte, a maioria com sede ou operações em Minas Gerais.

A pesquisa mostrou que 84,8,% das empresas investem em ações formais de comunicação interna. Mais de 78% dos entrevistados consideraram como “muito importante” os projetos de comunicação interna. A verba aplicada ainda é pequena: 64% das empresas entrevistadas destinam entre 1% e 5% de seu orçamento de comunicação com o público interno. “Mas isso também se explica porque os gastos em publicidade com o mercado normalmente são bem mais onerosos. O investimento em comunicação interna cresceu sensivelmente nos últimos anos”, avalia o diretor presidente da Interface, José Renato Lara, que coordenou o estudo.

“O investimento em comunicação interna começa quando o empresário tem a percepção de que a transmissão de informações para os funcionários impacta nos resultados e no bom desempenho da empresa”, opina Lara. Quem investe em comunicação tem buscado profissionalizar os trabalhos. Mais de 60% das organizações pesquisadas mantêm uma equipe própria executando as ações e 39% do total respondeu que, além da equipe própria, utiliza o trabalho de empresas contratadas. Nas empresas, a comunicação é a área que coordena e executa a maioria dos projetos (50%), seguida por marketing (43%) e recursos humanos (32%). Em muitas empresas, essas áreas realizam os projetos em conjuntos e a parceria mais comum é entre recursos humanos e comunicação.

A terceirização nessa área não é tão abrangente quanto em outros segmentos da comunicação. Pouco mais de 10% das empresas terceirizam totalmente a execução dos projetos. A ALE Combustíveis é um exemplo de profissionalização e uso de várias plataformas de trabalho. A área de comunicação foi completamente estruturada na empresa, com a criação de uma supervisão junto ao setor de Marketing. Com a criação da supervisão de Comunicação Interna, um plano de ações foi completamente elaborado e validado junto à alta gestão da companhia e no qual estão as principais diretrizes de comunicação interna da ALE. Estar próximo à alta direção é, aliás, um dos pontos fundamentais para as ações de endocomunicação na empresa.

Outro exemplo é a Georadar Levantamentos Geofísicos, empresa que realiza análises sísmicas terrestres, onde a área começou a ganhar impulso a partir de uma parceria firmada com uma empresa prestadora de serviços de comunicação. Sincronizar interesses e estratégias da cúpula da empresa junto aos colaboradores é também uma preocupação de Coca-Cola FEMSA. A comunicação interna é uma ferramenta de motivação e envolvimento com a organização, utilizada, inclusive, para divulgar lançamentos e produtos internamente.

Como falar
A pesquisa, segundo José Renato Lara, também avaliou quais são os meios mais utilizados pelas empresas para se comunicar com seus colaboradores. Os meios eletrônicos (newsletters, intranet, comunicados por emails) são os mais utilizados – 82% das empresas afirmam usam as ferramentas eletrônicas, ao lado da boa e velha comunicação interpessoal (nesse caso, foram considerados eventos institucionalizados, como, cafés da manhã oficiais, encontros anuais e outros eventos oficiais). “A comunicação interna ficou mais ágil e o processo foi facilitado com a tecnologia. É uma forma eficaz, rápida e de custo relativamente baixo, para se realizar a comunicação”, analisa Lara. Os veículos impressos ainda têm grande peso, já que, em várias empresas, especialmente indústrias, a maior parte dos funcionários não tem acesso contínuo ao computador. Por isso, 57% das organizações pesquisadas adotam jornais, revistas, ou jornais para transmitir informações aos funcionários.

Meios como esses fazem parte das estratégias de comunicação da ALE. A empresa produz uma série de veículos impressos e eletrônicos, alguns deles direcionados a públicos específicos. Há um jornal voltado para revendedores da rede, outro para colaboradores internos e outro para os motoristas da frota própria de caminhões-tanque. A variedade de veículos também caracteriza as ações de endocomunicação da Coca-Cola FEMSA. A companhia utiliza jornal mural, uma revista bimestral, e-mails marketing, intranet e até uma TV corporativa. Algumas ferramentas também são pensadas para demandas específicas. Há veículos que são direcionados a determinados públicos, a ‘Pauta do Dia’ é um exemplo.

Feedback
Através de avaliações formais ou informais as empresas pesquisadas apontam os meios eletrônicos e via web (60,7%%), a comunicação interpessoal (57%) e as campanhas de comunicação interna (50%) como os mais eficazes. Essa análise, no entanto, é um tanto subjetiva, pois, segundo a pesquisa, 43% das empresas não avaliam com ferramentas de pesquisa o impacto e retorno de sua comunicação.

Empresas que possuem áreas mais estruturadas procuram mensurar o retorno. É o caso da Coca-Cola FEMSA e da ALE Combustíveis. A primeira realiza, a cada dois anos, uma pesquisa de avaliação do clima organizacional em que há itens relacionados à comunicação. Já na ALE há um relatório de acessos ao blog corporativo — o veículo de maior alcance. Além disso, a companhia ainda realizará uma pesquisa de opinião entre os colaboradores para verificar a comunicação de uma forma completa.

Familiares
Apesar de se preocuparem na comunicação com os funcionários, a maior parte das empresas (54%) não investe na comunicação com os familiares. “É uma falha no sistema de comunicação das organizações, pois a família tem uma força muito grande na transmissão da imagem positiva da empresa na sociedade”, observa o coordenador da pesquisa, José Renato Lara.