quarta-feira, 22 de maio de 2013

Mudanças pedem Comunicação

O desafio da Comunicação Interna em processo de Fusão é diagnosticar em profundidade o público interno, e a partir de duas culturas distintas, criar uma terceira, nova, integrada, dinâmica e capaz de superar boatos, fofocas e pessimistas de plantão.

A experiência da coordenadora de comunicação interna da BRF, Raquel Tengan, será mostrada no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna. Raquel participou da fusão da Sadia e da Perdigão em 2011, resultando em uma organização com mais de 120 mil funcionários distribuídos por várias unidades no Brasil e no exterior. Veja os detalhes da palestra aqui e garanta já a sua inscrição!

Aproveito o gancho para reproduzir o artigo escrito pelo professor Carlos Parente para a revista Negócios da Comunicação.

Nos processos de fusão e aquisição, trabalhar além do briefing é um importante diferencial para as empresas
O foco de estar na difusão de informações úteis para todos de forma transparente e objetiva. Isso garante o sucesso do entendimento da nova estratégia de negócio


Um dos grandes desafios da comunicação no universo corporativo é a fusão ou incorporação de empresas, que traz “no bojo” a integração de culturas.

Integração de culturas é o jeito bonito de se dizer que “1 + 1 = ?”. Por mais planejamento, provisões e outros instrumentos preditivos que existam, quando a coisa começa a acontecer na realidade, as variáveis muitas vezes mudam incontrolavelmente, e o processo que parecia estável fica imprevisível.

Aí que entra a comunicação que não resolve tudo sozinha, mas dá um belíssimo impulso para a disseminação de uma nova cultura, a divulgação de novas diretrizes e, principalmente, a mobilização e o engajamento de todos os envolvidos. Os processos de fusão e aquisição, por sua bagagem política e afeita naturalmente a fofocas, previsões, avaliações e outros, são períodos bem turbulentos, em que está sendo construída uma nova plataforma, um novo jeito de trabalhar e de se posicionar. Isso amplifica angústias, medos, entendimentos distorcidos e comportamentos imprevistos.

No mundo empresarial, o papel das lideranças, nesse contexto, é mais que vital, é para garantir a sobrevivência. Deles, da equipe e, por consequência, de uma cultura corporativa. Os gestores têm que transmitir as informações necessárias para que todos compreendam que as coisas estão mudando. E que a mudança é inevitável e é preciso trilhar um novo caminho, além do horizonte.

Na integração de duas culturas existentes, nasce uma nova cultura, que será sedimentada a partir da construção de consensos, valores e práticas. Porém, isso não se ergue da noite para o dia.

Vencer a resistência das pessoas é um desafio enorme para qualquer processo de integração, e aí, mais uma vez, a comunicação é primordial para ajudar a criar um ambiente favorável, estabelecer portos seguros, fincar novos paradigmas. É um processo gradual, que exige muita paciência e perseverança.

Os profissionais de comunicação têm de estar atentos a todas as necessidades de comunicação do processo de mudança e de integração, deixando claro o papel de cada veículo a ser usado e a sua forma de funcionamento e divulgação. É um momento em que o foco tem que estar na difusão de informações relevantes e úteis para todos, de forma transparente e objetiva. É o que garante o sucesso do entendimento da nova estratégia.

Nessa fase, é crucial que o comunicador tenha a sensibilidade para encontrar a dose certa na emissão das mensagens. Nenhum processo de integração se sustenta sem a participação efetiva das pessoas. Por isso, as estratégias de comunicação têm de ser certeiras.

Com isso, qualquer briefing de comunicação tem que ser pensado “muito além do briefing”. Muitas coisas importantes no processo de comunicação não são ensinadas na escola ou nos livros. O feeling e o bom senso contam muito. Descobrir o que está além do briefing é um exercício contínuo e desafiador. Todos os significados – aparentes, ocultos, subliminares – contidos nas mensagens que nos são passadas para a construção de um processo de comunicação têm de ser levados em conta para se perceber a verdade verdadeira da essência que precisa ser comunicada.

Assim é possível contribuir de forma mais efetiva para a construção de uma nova cultura organizacional, que será elemento primordial na formação da identidade da nova organização. Trabalhar muito além do briefing é um diferencial estratégico.

*Carlos Parente é professor de Comunicação e Responsabilidade Corporativa e de Marketing no MB A de Marketing da FGV e nos cursos de pósgraduação da ESPM

Comunicação no topo da empresa

O título desta postagem é o mesmo da matéria publicada na Revista Negócios da Comunicação, que reproduzo abaixo. A questão da proximidade e sinergia entre a área de comunicação das empresas e as lideranças é um dos fatores mais relevantes para o sucesso de quaisquer ações de Comunicação Interna. O tema estará em debate no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, durante as apresentações da Serasa Experian, Rhodia, Dupont, Oi, Bristol-Myers Squibb e Walmart. Para conhecer a agenda completa e garantir sua inscrição, visite o site.


Com o avanço das redes sociais e sua influência na imagem das organizações e o peso da visão da imprensa sobre os mercados e a consolidação das marcas, cresce a presença dos responsáveis pela comunicação junto ao topo das companhias. “Foi um processo natural, pois também o CEO passou a ser um líder com forte poder de comunicação interna e externa” – comenta o jornalista e professor Paulo Nassar, diretor da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, Aberje. Pesquisa feita pela instituição revela, inclusive, que a cada 10 presidentes dos grupos empresariais brasileiros, pelo menos 7 deles destinam atualmente uma hora de sua agenda diária para ações ligadas direta ou indiretamente à comunicação: seja respondendo e-mails, despachando com seus gerentes de comunicação ou marketing, posicionando-se nas redes sociais ou participando de encontros programados com a imprensa.

Acentua Nassar que o aspecto humano é, efetivamente, transversal a toda a organização. “As habilidades técnicas e conceituais são importantes, mas hoje são insuficientes para quem ocupa o alto comando. E a comunicação é vital para o líder, o comandante, o CEO” – comenta o diretor da Aberje, ao exemplificar: “Quando uma pessoa chega numa empresa, numa organização, seja fisicamente ou por e-mail, normalmente ela não é recebida pelo presidente do grupo empresarial. Isso se constitui numa falha. O presidente tem a oportunidade, nestes casos, de passar para o novo colaborador a identidade, a missão e os valores da empresa. Claro, caso tenha a habilidade de descentralizar essa comunicação de missão e valores, não haverá problemas”.

Mais do que um gestor, o CEO deve ter ações intelectuais no seu cotidiano. E ter sempre em mente: a empresa é um estrato da sociedade; e não o contrário. “Quanto à necessidade de gerenciar crises, o ideal é prevenir, gerenciar riscos que possam provocar crises” – acrescenta Nassar, ao ressaltar que, nesse ponto, a comunicação é fundamental. “Mas, caso ocorra a crise, fechar-se é o pior dos cenários: se a empresa não produz a narrativa para explicar e fechar o episódio, ficará refém deste episódio” – conclui.

Uma vantagem competitiva
Para Franklin Feder, presidente da Alcoa América Latina & Caribe, todo o processo que envolve as estratégias de comunicação representa, simultaneamente, uma oportunidade e também um fator de risco. “Uma falha nesse processo pode resultar em prejuízos financeiros e institucionais, além de causar insegurança entre os funcionários” – argumenta o CEO. Para ele, hoje em dia não há mais informações apenas locais. O que é divulgado pode se transformar, no minuto seguinte, em notícia mundial, graças à agilidade e amplitude de cobertura das agências de notícias, televisão, rádio e, principalmente, da internet. “Empresas privadas, principalmente aquelas cotadas em bolsa de valores como a Alcoa, não escapam a essa onda” – acrescenta, ao pontuar que qualquer episódio ocorrido em alguma das unidades globais tem repercussão imediata e, muitas vezes, pode interferir nos negócios da companhia.

Nesse quadro geral, Franklin Feder mantém atenção especial a tudo que envolva os formadores de opinião na sociedade: “O meu contato com a nossa área de comunicação externa é diário, 24 horas, sete dias por semana. Não tem dia onde não ocorre um contato. Mais ainda, faço questão de me relacionar com jornalistas, sejam os da grande imprensa ou dos veículos das localidades em que a Alcoa está inserida, já que são stakeholders muito importantes para a Alcoa, assim como os nossos clientes e funcionários”. Para atingir os seus propósitos nesse contexto, Feder conta com o apoio da área de comunicação corporativa, além de uma agência de comunicação.

No que toca às redes sociais, elas fazem parte do cotidiano natural da Alcoa, segundo Feder. “Eu mesmo estou presente diariamente nessas redes, o Facebook, e isso faz com que eu me aproxime ainda mais de clientes, funcionários, público em geral, formadores de opinião etc.”. E acrescenta: “Sabemos que as redes sociais se tornaram um verdadeiro fenômeno e são acessadas frequentemente por usuários do mundo todo. As pessoas buscam na mídia social um espaço para compartilhar experiências, encontrar pessoas e aumentar suas redes de contato. Surgiram comunidades de diversos assuntos, agrupando usuários por gostos, opiniões e interesses. Não demorou muito para as empresas descobrirem que essas redes poderiam ser um espaço eficiente e dinâmico para divulgar sua marca e ainda estreitar a relação com os clientes.”

Para o CEO da Alcoa, um fator que deve ser levado em consideração pelas organizações é o timing. Ideias brilhantes só são bem-sucedidas se apresentadas na hora certa e para o público certo, acentua. “O consumo de informação na internet é apaixonante, mas é preciso estar atento aos movimentos para não perder o momento e a forma certa de lançar uma ação nessas redes.” Além disso, ele acredita que seja importante se colocar na posição do consumidor e de antecipar o que pode dar errado e causar uma crise: “Tendo esses fatores em mente, acredito que as redes sociais sejam uma oportunidade incrível para as organizações se posicionarem.”

TV, rádio, jornal ou internet são ferramentas que agregam no dia a dia da companhia
De acordo com Franklin Feder, TV, rádio, jornal ou internet são ferramentas agregam ao dia a dia, quebram barreiras e encurtam distâncias. O mais importante, para ele, é que a mensagem seja de fato transmitida e chegue ao público-alvo, que hoje em dia é o mesmo que assiste TV, escuta rádio, lê o jornal e acessa a internet. É claro que o timing da informação conta muito na escolha do veículo.

Tão importante quanto o setor de comunicação para a Alcoa, são os projetos sustentáveis – segundo Franklin Feder: “Sustentabilidade é um misto de responsabilidade ambiental, justiça social e sucesso econômico aliado a questões importantes como o comportamento ético e transparente. O tema está no topo da minha agenda, no meu dia a dia e no meu discurso, para dentro e para fora da empresa. Além disso, sempre tive entre as minhas crenças a de que não dá para ser uma empresa rica em uma comunidade pobre. É um ensinamento que procuro transmitir a todas as alcoanas e alcoanos” – conclui.

Como a companhia procura realizar todas as atividades de maneira sustentável, pondera Feder, é difícil destacar alguns projetos. Mas para exemplificar, cita o Programa Alcoa de Eficiência Energética, que busca identificar e implementar ações que possibilitem reduzir tanto o consumo específico desse insumo tão fundamental para a indústria do alumínio quanto às emissões de gases de efeito estufa (GEE). Lançada em 2010, essa iniciativa faz parte do compromisso global da companhia, assumido publicamente nos fóruns internacionais.

Até o fim de 2011, foram realizadas nove sessões de mapeamento de oportunidades nas unidades, identificando 118 ações, que permitiriam a redução de até 5,2% no consumo específico de energia. Durante o ano de 2011, foram implementadas 21 ações, e outras estão em implantação, o que permitiu redução de 2,6% no consumo. Meta 2020/2030 – Tendo como base 2005, reduzir em 10% a intensidade do consumo de energia para as operações de Primários até 2020; 15% até 2030.

Ideias brilhantes só são bem-sucedidas se apresentadas na hora certa e para o público certo
De novo, para o CEO está clara a importância da área de comunicação no processo de gestão: “A relação transparente com a comunidade foi fundamental para a obtenção das licenças ambientais junto à unidade instalada em Juruti, no Pará. Entre essas ferramentas, material de apoio para as reuniões, como as 21 mil peças impressas dirigidas aos mais diversos públicos, entre cartazes, convites personalizados, gibis informativos e calendários. Ainda para a divulgação foram inseridas 500 chamadas em rádios locais, além de 100 exibições de vídeo institucional e 15 faixas em áreas estratégicas da cidade.”

Força dos recursos humanos
Na visão de Claus Vieira, CEO do Catho (o maior site de classificados de currículos e vagas de empregos da América Latina) cada vez mais consumidores e clientes tomam decisões considerando aspectos que vão além dos critérios tradicionais, como produto e preço. As empresas também são escolhidas em função de seus valores, sua missão e seu papel na sociedade. Como guardião destes valores e conceitos, argumenta Vieira, o gestor da organização está cada vez mais próximo do seu público de interesse, chamado stakeholder.

“Além disto, as áreas ligadas à comunicação representam o elo entre a empresa e o mercado. Por esta razão, dedico um espaço importante da minha agenda à aproximação com formadores de opinião que possam compreender nosso negócio e apresentá-lo de forma satisfatória para nossos diversos públicos” – acrescenta Vieira, ao explicar que parte fundamental deste trabalho de gestão da reputação da companhia consiste em ter o suporte de uma grande agência de comunicação, que ajude a alta gestão a ter visão clara dos cenários e percepções em relação ao negócio e a optar pela melhor estratégia empresarial.

A comunicação deve estar na pauta do comando da companhia
No entendimento de Vieira, o fenômeno das redes sociais transferiu parte do poder de divulgação das empresas e marcas para as mãos, justamente, dos cidadãos, dos consumidores. “Somos nós que ajudamos a construir ou comprometer a imagem de uma empresa através de nossas opiniões e experiências compartilhadas” – afirma o CEO, ao acrescentar que, neste cenário, as empresas que identificam e engajam os defensores de suas marcas poderão explorar as plataformas sociais para que eles sejam os embaixadores de seus valores, tanto no mundo virtual quanto real.

Quanto à escolha da mídia ideal para levar a mensagem, os valores da organização, Claus Vieira afirma que a força de cada mídia depende do perfil do público que se deseja atingir. O importante para cada empresa é estruturar o seu ‘mix de comunicação’ para que ele possa atingir o seu público-alvo. Ele entende que a internet como um todo já se consolidou como um importante instrumento democrático e de liberdade de expressão. “O próximo desafio está em ampliar o alcance dessa rede mundial para que se torne um verdadeiro instrumento de desenvolvimento social, por meio de serviços e recursos que promovam a educação e cidadania.”

As empresas também são escolhidas pelo consumidor pelos seus valores

Comunicar e educar
Na Laureate Brasil – integrada a um grupo internacional de ensino superior – o CEO José Roberto Loureiro afirma que um dos principais pilares do negócio, em especial nos mercados novos ou em franco desenvolvimento, é a educação dos diversos atores do segmento: clientes, cadeia de fornecedores, reguladores e financiadores. A comunicação, em seu entender, deve estar na pauta do comando da empresa, porque a mensagem endereçada a todos os stakeholders deve ser consistente. “Para tanto, estruturamos um modelo de trabalho que inclui uma agência de comunicação de grande porte e um posto avançado dentro do escritório da Laureate, em São Paulo, que atua em conjunto com a diretoria de Comunicação e Relações Públicas da companhia.” Na posição de presidente do grupo, explica, seu contato com a imprensa é constante e requer dedicação e comprometimento tanto no atendimento das demandas como no estreitamento da relação com os jornalistas.

É incrível a velocidade com que as notícias circulam por meio das redes sociais
Com relação às situações complicadas em meio a crises eventuais, José Loureiro é enfático: “É o momento de não ficar quieto” – ensina. Para o CEO, a tradicional abordagem de que a empresa foi procurada e não quis se pronunciar implica o entendimento tácito de que a empresa está errada. “É preferível se preparar, por mais dura que seja a conversa, procurar proativamente os veículos de comunicação e abordar o assunto com transparência e franqueza”, argumenta.

Ao destacar a importância da comunicação entre as estratégias da empresa, José Loureiro lembra de um projeto concebido na companhia, o Prêmio Laureate Brasil, cujo objetivo é reconhecer jovens empreendedores sociais empenhados em promover mudanças significativas nas comunidades em que atuam. A área de comunicação tem uma “missão importante” nesse processo, afirma: “Dar visibilidade ao projeto interna e externamente e com isso obter aliados e novos participantes, bem como promover o senso de orgulho por fazer parte da empresa que mantém o projeto. Além disso, é essencial para mostrar à sociedade o que promovemos além do nosso negócio principal e, assim, permitir que comunidades e pessoas que possam se beneficiar do projeto se aproximem das universidades que compõem o grupo em todo o Brasil.” Para o CEO, está cada vez mais claro que o consumidor valoriza empresas socialmente responsáveis na hora de escolher o seu produto.

Somos nós que ajudamos a construir ou comprometer a imagem de uma empresa
Nesse sentido, ele destaca a importância das redes sociais em seu trabalho estratégico de gestão. “É incrível a velocidade com que as notícias boas ou ruins circulam por meio dessas redes, que a cada dia se desenvolvem mais e mais” – argumenta, ao lembrar que várias empresas aderiram ao novo espaço para educar o consumidor sobre seu produto e suas qualidades e reagem rapidamente quando algo ruim também circula nas redes. “Quem também exerce a função de comunicador agora é o consumidor e, portanto, temos de nos adaptar a esse fato” – conclui.

Alimentos nas redes sociais
Para o presidente da Ajinomoto do Brasil, Etsuhiro Takato, não há a menor dúvida: “A comunicação corporativa assumiu um papel fundamental, pois pode muitas vezes influenciar os negócios de uma empresa e até mesmo sua imagem”. Na prática, acentua o CEO, os processos de comunicação tornaram-se importantes elos entre a companhia e a sociedade, sendo indispensável para qualquer organização – seja de grande ou pequeno porte.

A comunicação é chave para promover o diálogo, garantir a transparência
Takato coloca os contatos com os jornalistas num espaço especial em sua agenda diária: “Pocuro estar disponível para: solicitações de imprensa ou alinhamento de pautas de negócios”, comenta, ao citar exemplo ocorrido no começo deste 2012. “Nos dedicamos à divulgação de um grande investimento, na ampliação da produção de tempero Sazón na nossa fábrica localizada em Limeira, interior de São Paulo”, o que rendeu bons resultados na mídia especializada em economia. “Com um detalhe” – acrescenta Takato: “Não falo português e a estratégia contou com ajuda de um tradutor”.

A preocupação com a área de comunicação em geral, sustenta Takato, deve-se também ao fato de o consumidor estar cada vez mais perto e interagindo com as empresas. “Estamos ingressando aos poucos nas mídias sociais”, conta, ao observar que, alguns de seus produtos de varejo, como Sazón, Vono, Mid e Aji-Sal já ocupam lugar de destaque no Facebook. “As redes sociais têm sido muito importantes na relação com o público e acredito que possam trazer resultados positivos para as companhias”, garante o CEO.

O presidente da Ajinomoto não revela os investimentos em comunicação e marketing, por motivos ‘estratégicos’. Mas destaca: “O que seria interessante comentarmos são os grandes investimentos que a Ajinomoto do Brasil tem feito desde 2011 e que vão até 2013: R$ 290 milhões, já tendo sido aplicados R$ 90 milhões deste montante. Além disso, a meta de crescimento da companhia como um todo para os próximos cinco anos é de aproximadamente 15%.”

A comunicação corporativa assumiu um papel fundamental nos negócios
Quanto aos aspectos estratégicos da comunicação corporativa, Takato diz que o departamento de imprensa é indispensável em “situações de crise”, sobretudo, na prevenção. “Outra área muito importante é a de Gerenciamento de Riscos, que tem de trabalhar lado a lado com nosso Departamento de Comunicação”, explica, ao falar sobre o futuro: “Acredito que as redes virtuais aceleraram o processo das informações e têm sido cada vez mais utilizadas. No caso das empresas, elas devam prover conteúdo interessante aos usuários, sempre em linha com sua missão e seus valores para, assim, fortalecerem sua imagem” – finaliza.

O alinhamento faz com que as decisões sejam tomadas de forma mais consistente

Saúde e informação
Nos Laboratórios Takeda, levar ao grande público informações sobre saúde é indispensável, para aumentar o conhecimento da população sobre doenças e tratamentos. “Tento colocar-me sempre à disposição para todas as entrevistas estratégicas, uma ou duas por trimestre” – afirma Giles Platford, CEO do grupo farmacêutico, ao comentar: “Para nossos colaboradores, a comunicação é chave para promover o diálogo, garantir a transparência, compartilhar a estratégia e decisões, e dessa forma incentivar o engajamento e participação interna, levando questões essenciais para uma cultura de alta performance como a nossa”.

Platford assinala que parte do seu tempo é dedicada a sessões de ‘comunicação presencial’, além de manter um canal aberto com os colaboradores, por meio de newsletter de alinhamento de estratégia, interface com a força de vendas, entre outras iniciativas. Conta também que um cuidado maior passou a ser dado às redes: “Os internautas brasileiros têm presença marcante nesse espaço. Existe uma série de restrições regulatórias para a indústria farmacêutica comunicar-se com o público leigo, as quais respeitamos. Porém, quando possível, usamos esses canais para conversar com nossos consumidores ou simpatizantes das canais para falar de nossos produtos. Nebacetin e Neosaldina são exemplos de produtos que têm ações em mídias sociais” – exemplifica.

Destaca o CEO do Takeda que a estrutura, governança e treinamentos na empresa permitem estabelecer um canal claro e transparente com os diversos públicos e garantir “a boa gestão da reputação e imagem da companhia”. E conclui: “Se há algo na empresa em que nós investimos muito é alinhamento. Isto faz com que as decisões sejam tomadas de forma mais consistente e de forma mais rápida. No caso de administração de eventuais crises não é nem um pouco diferente”.

Nos Correios, Link direto com o Cidadão
Em seu gabinete de trabalho na sede dos Correios, em Brasília, o presidente da companhia, Wagner Pinheiro de Oliveira, confere especial atenção à área de Comunicação, sobretudo pelo que a organização representa: “Como empresa pública, temos o dever de ser transparentes e prestar informações à imprensa e à sociedade. Também passamos a colocar o foco no cidadão, divulgando amplamente todas as mudanças por que estamos passando e que se refletem diretamente na qualidade do serviço prestado”. Diante nesse quadro, revela Oliveira preocupação em investir muito nos setores que fazem a interface entre a empresa e o grande público. “Contratamos mais jornalistas, por concurso público, para a assessoria em Brasília e para as assessorias de comunicação das 28 Diretorias Regionais dos Correios no Brasil.

Estabelecemos diretrizes para garantir um relacionamento transparente e efetivo com estes profissionais” – comenta o CEO, ressaltando uma das ações fundamentais no processo atual de comunicação: a criação do Blog dos Correios, “uma importante ferramenta de divulgação dos fatos relacionados à empresa e também de interação com a sociedade”. Para se ter uma ideia da efetividade do blog, pontua Oliveira, em pouco mais de um ano foram registrados 2 milhões de acessos ao site.

Devido ao caráter estratégico das áreas ligadas à imprensa, o CEO dos Correios definiu que tanto a assessoria em Brasília como as assessorias das Diretorias Regionais funcionassem com empregados próprios. “Veja bem, por sermos uma empresa prestadora de serviços presente no cotidiano dos brasileiros, a cobertura é intensa. Todas as nossas atividades interessam ao cidadão: a entrega de correspondências, as megaoperações de distribuição de livros didáticos às escolas públicas e de entrega e coleta de provas do Enem, o apoio à cultura e ao esporte por meio de nossos patrocínios e a oferta de novos serviços, apenas para citar algumas”.

No momento atual, Oliveira fala do desafio da comunicação a partir das novas tecnologias e das redes sociais: “Estamos repensando a forma de relacionamento não apenas com a imprensa, mas com a sociedade” – argumenta o CEO. “O Blog dos Correios tem nos mostrado a efetividade da interação com nossos públicos, pois possibilita retorno direto a respeito das nossas ações” – acrescenta. Oliveira já colhe experiências bem-sucedidas no Facebook, com páginas específicas sobre a Campanha Papai Noel dos Correios – que conta essencialmente com a mobilização da sociedade e tem muita repercussão na mídia –, e da participação na Rio+20, divulgando as ações de sustentabilidade dos Correios.

Mensuração de Resultados em Comunicação Corporativa

Quem trabalha com Comunicação Corporativa normalmente lê bastante. Alguns livros são obrigatórios na estante de um profissional da área, e hoje eu destaco aqui um destes casos:  o Dicionário de Mensuração e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional.


Elaborado por Don W. Stacks e organizado por Paulo Nassar e Suzel Figueiredo, traduzido por Ciro Coutinho, este livro faz parte de uma iniciativa da Comissão de Mensuração e Avaliação em Relações Públicas, formada pelo Institute for Public Relations, nos EUA, cujo foco é estabelecer padrões e métodos para a pesquisa e mensuração em RP analisando as melhores práticas do setor. Esta versão tem um número ampliado de verbetes para tornar ainda mais clara a comunicação entre os profissionais do setor de diferentes países em sua tentativa de classificar e descrever sistematicamente a mensuração e avaliação nas disciplinas de comunicação corporativa e relações públicas.

No site da Aberje ele não está disponível para venda, mas pode ser encontrado em sebos. Em 2 edições, foram vendidos 14 mil exemplares. Veja o que dizem Suzel Figueiredo e Paulo Nassar na Introdução do livro:

"Pesquisar, avaliar, medir são conceitos incorporados pelos profissionais da comunicação corporativa. Sua prática é parte do cotidiano dos comunicadores, que estabelecem indicadores de desempenho utilizando-se das ferramentas oferecidas pela pesquisa aplicada e suas metodologias."

Se você também se interessa pelo tema, não deixe de participar do Seminário de Mensuração de Resultados em Comunicação Interna, que acontecerá durante o 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna. Veja aqui os detalhes do evento.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Revolução Social: da Internet para o Escritório

Reproduzo abaixo um artigo interessante do Filipe de Paiva, publicado no Salada Corporativa. A questão das redes sociais no ambiente de trabalho e mesmo o seu uso como ferramenta de Comunicação Interna estarão em debate no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna. Confira a agenda do encontro aqui!



Fora do local onde trabalham, as pessoas têm acesso a uma série de ferramentas de sociabilidade virtual, promovendo criação, gestão e compartilhamento de conteúdo, interação com outros usuários ao redor do mundo e todo um leque – bastante amplo – de meios para se socializar.

O mundo está passando por uma revolução digital. Todos estão conectados. Não há fronteiras. No início deste processo de adaptação da sociedade às novas tecnologias, as empresas temiam o que poderia acontecer se seus funcionários usassem redes sociais no ambiente de trabalho. Desconfiando que seu uso pudesse prejudicar a produtividade sendo uma distração ou mesmo levasse ao vazamento de informações sigilosas, seu corpo de empregados era constantemente vigiado e, muitas vezes, o acesso a tais ferramentas era bloqueado.

Mas toda revolução traz mudanças e uma das mais importantes trazidas por essa é o reconhecimento de que estar conectado no escritório pode, na verdade, ser bastante benéfico. Não só as corporações têm permitido livremente o acesso como, por vezes, têm incentivado. O que acontece é que o universo digital passou a ser enxergado como um aliado para se relacionar não apenas com o mundo exterior, mas com os próprios colegas, gestores e subordinados. Se a comunicação interna é um organismo, as redes sociais são vitaminas poderosas.

Através delas é possível estreitar os laços entre os colaboradores da empresas, sejam eles técnicos operacionais ou líderes de alta hierarquia. Elas estimulam novos meios de colaboração, podem gerar cooperativismo e integração entre diferentes setores, fortalecem o networking e são até mesmo um canal entre a empresa e o mundo, fazendo com que o trabalho seja voltado para as necessidades e desejos da sociedade – o mapeamento de público online é uma poderosa ferramenta de trabalho.

Até na hora de buscar novas parcerias a internet é uma aliada. Imagine, por exemplo, que a marca precise de um fornecedor ou freelancer para um determinado projeto. Se antes tomava tempo encontrar e conversar com possíveis preenchedores desses papéis, hoje basta que algum dos colaboradores peça alguma indicação em uma de suas redes sociais. Em questão de minutos currículos, portfólios e diversos nomes serão recomendados devidamente qualificados e com a opinião sincera de quem falou deles.

A comunidade online é não é chamada de “comunidade” à toa. Seus membros são ativos, buscam sempre melhorar o ambiente virtual e – o mais interessante – ajudar os demais. O ambiente, se a empresa souber explorar bem, é de constante colaboração e só tem benefícios a oferecer.

Como é visto o acesso a redes sociais na sua empresa? Amigo ou inimigo?

Endomarketing de massinha!

Como hoje é sexta-feira, selecionei um video engraçado sobre Endomarketing. Simples e eficiente, a animação em massinhas dá o recado muito bem! Confira!

Aproveite e confira também a agenda do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, que a IBC vai promover em São Paulo de 10 a 12 de junho.

A importância da Política de Redes Sociais

Um dos patrocinadores do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, a P3K tem um blog muito interessante, do qual eu reproduzo este post por sugestão da Camila Piva. Conheça a agenda completa e garanta já sua inscrição no site do evento.











Liberadas ou não na sua empresa, as redes sociais são uma realidade no dia a dia dos colaboradores, por isso é necessário a construção e divulgação de uma Política de Redes Sociais. Afinal de contas, é impossível proibir 100%, pois ninguém pode sair por aí confiscando o celular ou o tablets alheio. E mesmo que, digamos, por um milagre, as pessoas não acessem as redes nas dependências da empresa, ela certamente irá acessar de casa. E você pode se perguntar: qual o problema disso?

Bom, podemos citar vários: uma foto tirada nas dependências da empresa da qual aparece (sem que a pessoa tenha se atentado) uma informação sigilosa; ou um comentário do tipo: “Hoje eu vi o ator X lá na empresa”, xiiii… a concorrência pode estar de olho e saber qual o perfil do próximo garoto propaganda da marca e, por consequência, sua estratégia, ou pior, se essa empresa for uma rede de televisão, essa pode ser a brecha para atrapalhar negociações de contratos. Podemos mencionar também aqueles comentários do tipo: “Saí tarde hoje, deu pau no sistema lá da empresa!”. Realmente não é bacana!

Hoje é bem comum as empresas recorrerem às redes sociais para saber mais de seus futuros possíveis colaboradores, e pode ter certeza, bem comum também para ficar de olho no concorrente. Por isso é preciso SIM que TODAS as empresas, de TODOS os ramos se adequem à nova realidade e tenham uma política de redes sociais! Afinal as pessoas precisam ter a ciência de que a liberdade está intimamente associada à responsabilidade.

Assim como os códigos de conduta e normas de segurança da informação, o uso das redes sociais deve estar contido na política organizacional, a fim de esclarecer, informar e formalizar.

Um manual de política de redes sociais pode fazer parte do manual de boas-vindas dos funcionários, por exemplo. O importante é que contenha orientações sobre o que não queremos ver nas redes sociais.

Algumas orientações básicas que devem fazer parte desta política:
- Ao postar fotos do ambiente de trabalho, se certificar de que nenhuma informação estratégica está sendo revelada, como números em uma apresentação na tela do computador ou anotações em um quadro branco.

- O colaborador não deve responder a ataques ou provocações nas redes sociais envolvendo o nome da empresa em que trabalha. A melhor solução é comunicar o responsável pela comunicação da empresa para responder adequadamente.

E se na sua empresa as redes sociais estão liberadas, pode também conter orientações a respeito de como as redes sociais devem ser usadas na empresa, como:
- O colaborador pode usar as redes sociais na empresa, desde que seja orientado a pesquisas.
- Caso um superior note que o colaborador exagera no tempo investido em redes sociais, especialmente com assuntos não relacionados aos negócios da empresa, é necessário que se faça um feedback orientativo e alertar o profissional.

A P3K Comunicação pode ajudá-lo a desenvolver uma política de redes sociais que esteja de acordo com a cultura organizacional, aliada às normas de conduta e política de práticas da sua empresa e que, ainda, leve em consideração o público interno que vai interagir com ela. O objetivo é que todos estejam alinhados, gestores e colaboradores, só assim é possível evitar ruídos, dúvidas, mau uso e crises!

Conte conosco!

Camila Piva
Diretora de criação da P3K Comunicação.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Inspirideia: o endomarketing em 10 premissas

A Mariana Melissa desenvolveu uma forma muito criativa de transmitir conteúdos pelo Slideshare. Ela criou o Inspirideias, que, neste caso, aborda o endomarketing. Vale a pena conferir!


Algumas das melhores práticas em Comunicação Interna estarão em debate no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, que a IBC vai promover em São Paulo de 10 a 12 de junho. Confira a programação no site do evento e garanta já sua inscrição!

ACATE adota rede social interna para aproximar associados

A Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE) adotou uma rede social corporativa a fim de estabelecer um canal de comunicação mais moderno e eficiente para se aproximar de seus associados. Implantada em janeiro deste ano, a rede interna já conta com 16 grupos e cerca de 250 membros. A iniciativa também pretende auxiliar na gestão das Verticais de Negócios e ampliar a sinergia entre as incubadas do MIDI Tecnológico.



A rede ACATE também foi implantada com o objetivo de criar um mecanismo de aproximação entre os colaboradores da Associação e os profissionais das empresas associadas. “As transformações percebidas estão em várias esferas. As Verticais ganharam grupos específicos, onde podem trocar experiências e documentos. Já os associados podem gerar informações para a ACATE e para outros associados e compartilhá-los na rede.

O contato é mais direto e personificado, reforçando o espírito associativista”, destaca o secretário executivo da entidade, Gabriel Sant’Ana. Os polos regionais associados à ACATE, localizados em Criciúma, Tubarão, Blumenau, Chapecó, Rio do Sul, Lages, Jaraguá, Joinville e Três Barras, também estão sendo convidados a participar da rede, criando novos fóruns e grupos de discussão, para trazer demandas localizadas e apresentar oportunidades, tanto para a ACATE, como para os associados, em geral.

Além de ser um novo meio de comunicação, a rede ACATE também é um canal para coletar ideias, expectativas e anseios dos associados de forma menos formal. As associadas podem ficar sabendo de novidades de outras empresas e entrar em contato com elas diretamente, diminuindo processos burocráticos. Segundo Sant’Ana, é possível perceber um crescimento diário na adesão e também no uso cotidiano da ferramenta. “Podemos dar continuidade à discussões que foram iniciadas em reuniões presenciais, podendo explorar muito mais o tema, sem que se tome muito tempo e sem necessitar de uma estrutura física para isso”, completa.

Antes de adotar a rede social interna, a ACATE utilizava o NING como canal de discussão das Verticais, contudo, sua utilização pelos empresários era muito baixa. “Agora, pela facilidade e pelo modo de funcionamento, muito parecido a uma rede social comum, vemos uma participação maior e um engajamento mais frequente dos empresários”, explica o secretário executivo. Para Sant’Ana, a importância da rede social corporativa também está em viabilizar a gestão do conhecimento nas organizações, potencializando o contato e a troca de experiências e informações entre os usuários. “Algumas empresas gostaram tanto da rede Social ACATE que já buscaram informações sobre como implantar também na sua empresa”, destaca.

A plataforma escolhida para ser usada pela ACATE foi desenvolvida pela associada SocialBase e se destacou por ser considerada completa e com interface amigável e de fácil navegação. As redes sociais corporativas possuem todos os recursos de uma rede social comum, como perfil, grupos, feed de notícias em formato timeline (linha do tempo), chat, grupos temáticos, páginas, opções para curtir e compartilhar conteúdo, entre outros. Essas funcionalidades são adaptadas para a colaboração corporativa, que pode incluir clientes, fornecedores e parceiros.

Esta notícia foi publicada ontem no Acontecendo Aqui. Se você se interessou pela implantação de uma rede social interna, não pode perder a apresentação da By You no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, que acontecerá em São Paulo de 10 a 12 de junho. No evento, a customer success manager da empresa, Mariana Stori, mostrará o passo a passo para a implantação de uma rede social interna, além de discutir como converter as mídias sociais em elemento promotor da produtividade, da interação e do desenvolvimento humano das organizações.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Indicadores de comunicação interna como parâmetro de eficácia

O texto que você vai ler foi escrito pela Suzel Figueiredo, diretora da Ideafix Estudos Institucionais. Ela será uma das palestrantes do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna e falará sobre a mensuração de resultados em Comunicação Interna.

Se você quiser ver os detalhes do Seminário do qual a Suzel participará, clique aqui.



Sabe quando você vai ao médico e ele mede a pressão arterial, a temperatura, seu peso, sua altura? Ou ainda quando pede exames para checar sua taxa de colesterol, glicose, hormônios? Pois bem, ele precisa de parâmetros, de indicadores, para diagnosticar como está sua saúde. De acordo com os resultados, ele prescreve remédios, dieta ou, nos casos mais raros, lhe dá os parabéns e manda seguir a vida.

Nas empresas, quando se deseja implantar indicadores de comunicação a lógica não é muito diferente. É preciso definir os parâmetros para saber como anda a saúde da Comunicação Interna, o que significa que será necessário um planejamento. Logo, se há planejamento há também objetivos e, consequentemente, metas para serem alcançadas.

Os indicadores de comunicação interna se encaixam aí e podem estar relacionados aos processos ou aos resultados. Se você quer avaliar o grau de satisfação dos colaboradores com os canais internos, vai medir o processo, portanto a eficiência da área de comunicação. Por outro lado se você quer medir o entendimento das mensagens estratégicas da empresa, precisa de um indicador de resultado, que vai medir a eficácia.

E na dúvida, o que fazer? Medir a eficiência ou a eficácia? O recomendável é medir as duas dimensões, pois é possível que as mensagens estratégicas sejam compreendidas independentemente da satisfação com os meios de comunicação interna. Ou uma situação inversa e incomoda: canais bem avaliados, mas baixa retenção de mensagens importantes.

E quais são os parâmetros que indicam a boa saúde da comunicação interna? Confiança na empresa, engajamento nas campanhas internas, percepção de coerência entre discurso e prática, só para citar alguns. Mas nada disso faz sentido se os funcionários não se mobilizarem para que a empresa alcance suas metas estratégicas.

Da mesma forma que a consulta médica, para desenhar indicadores de comunicação interna é bom consultar um especialista, que recomendará quais métricas fazem sentido para a sua estratégia. Com um bom diagnóstico é possível escolher indicadores para acompanhar a saúde da Comunicação Interna de qualquer organização.

Já que estamos tratando de analogias médicas, pense na organização como um corpo humano. Cada órgão (área) tem sua função e isoladamente eles não fazem sentido. O papel da comunicação interna é fazer o corpo todo funcionar, levando oxigênio para todas as células, ou seja, informações necessárias para a saúde do conjunto.

Uma Comunicação Interna eficaz é aquela que consegue contribuir para o sucesso do negócio e portanto, ter indicadores para medir os avanços é um pressuposto de controle de qualidade da gestão.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Comunicação Interna no Setor Público - Nova Postura Avança

A nova face da Comunicação Interna no Setor Público será um dos temas discutidos no 17o. Congresso de Comunicação Interna. No evento, a chefe da secretaria de comunicação da Embrapa, Gilceana Galerani, a diretora-geral do Senado Federal, Doris Marize Romariz Peixoto, e a coordenadora de comunicação interna e conteúdo web do Ministério da Saúde, Jacy Diello, mostrarão aos participantes que a pressão exercida pelas novas gerações e pelos bons exemplos vindos da iniciativa privada têm gerado no Setor Público novas práticas e novas dinâmicas de comunicação.

O resultado são servidores, ou melhor, colaboradores engajados e participativos. Garanta sua inscrição no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna e compartilhe este conhecimento!


Os exemplos de iniciativas bem-sucedidas no Setor Público tem se tornado frequentes. Veja a matéria abaixo, reproduzida deste site.

Receita Estadual aprimora comunicação interna e prepara novo site

Com o objetivo de melhorar a comunicação interna e externa, a Secretaria da Receita Estadual (SRE) colocou em funcionamento sua intranet e desenvolveu um novo site de internet que será lançado no mês de abril. Nesta quinta-feira, 14, representantes de coordenadorias e gerências da SRE participaram de uma reunião para definir o cronograma de trabalho para a atualização das duas páginas eletrônicas.

Durante o encontro, os participantes se comprometeram em atualizar a intranet com informações de cada setor da secretaria. "Essa ferramenta é fundamental para quem está fora da secretaria, nos postos, por exemplo, para saber o que está acontecendo aqui dentro; as decisões tomadas, que fazem parte do dia a dia do servidor", disse Luiz Paulo Santos, coordenador de Tecnologia da SRE.

A reunião também serviu para que os presentes tirassem dúvidas e fizessem sugestões para melhorar o canal de comunicação dentro do órgão. Além de notícias, a intranet terá links de todos os setores, com publicações de portarias, legislação, certidões e outros serviços que vão ajudar no trabalho dos servidores.

Sobre a internet, a previsão é lançar o novo site no dia 22 de abril. O portal ganhou uma nova identidade, mais moderna e com muitos serviços à disposição do usuário. De acordo com o cronograma estabelecido na reunião, entre os dias 2 e 10 de abril, a equipe de comunicação da Assessoria de Desenvolvimento Institucional (Adins) – responsável pela divulgação das notícias – vai reunir com todos os setores da secretaria para estabelecer os critérios de produção do conteúdo que será veiculado no site. "Vamos comunicar cada setor e fazer as visitas para definir de que maneira as notícias serão repassadas para a Adins, antes de serem divulgadas na internet", explicou a assessora técnica Jacileide Pacheco.

As novas ferramentas da Secretaria da Receita Estadual fazem parte do processo de modernização da pasta, implantado pelo governador Camilo Capiberibe, e visam facilitar o trabalho dos servidores e, consequentemente, melhorar o atendimento ao cidadão.

Gilberto Pimentel/SRE

Pesquisa mostra a importância da comunicação interna nas organizações

Pesquisar realizada pela Agência mineira Interface, e publicada no blog da empresa, mostra a importância da comunicação interna nas organizações. “O investimento em comunicação interna começa quando o empresário tem a percepção de que a transmissão de informações para os funcionários impacta nos resultados e no bom desempenho da empresa”, opina o diretor da Interface.

De fato, as empresas que vão participar do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna já sabem que transmitir as informações certas e da forma adequada para os funcionários tem forte impacto nos resultados e no desempenho da organização.

Seja no planejamento das ações de CI, que devem ser alinhadas ao Plano Estratégico da Empresa, seja na implantação de ferramentas inovadoras como as redes sociais internas, ou tradicionalmente bem-aceitas como a TV Corporativa e o Jornal Interno, os profissionais de comunicação interna estão conscientes do efeito da CI e tem, como desafios, trabalhar a sinergia com outros departamentos, o apoio da alta liderança, a formação de multiplicadores, lidar com a pressão pela redução de custos e, sempre, mas sempre mesmo, mensurar os resultados das ações.

Participe do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna e descubra como grandes empresas vem superando tais desafios.

Voltando ao texto da Agência Interface, achei interessante a iniciativa e os convido a ler o material.



“O investimento em comunicação interna cresceu sensivelmente nos últimos anos”, avalia o diretor presidente da Interface, José Renato Lara, que coordenou o estudo.

O uso de ferramentas de comunicação interna nas empresas, que durante muitos anos foi relegado a segundo plano, está crescendo sensivelmente nos últimos anos. As organizações, de todos os portes, estão percebendo que a circulação interna de informações é essencial para o bom desempenho dos negócios e integração dos funcionários. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Interface Comunicação Empresarial, empresa especializada no segmento, junto a 56 empresas de pequeno, médio e grande porte, a maioria com sede ou operações em Minas Gerais.

A pesquisa mostrou que 84,8,% das empresas investem em ações formais de comunicação interna. Mais de 78% dos entrevistados consideraram como “muito importante” os projetos de comunicação interna. A verba aplicada ainda é pequena: 64% das empresas entrevistadas destinam entre 1% e 5% de seu orçamento de comunicação com o público interno. “Mas isso também se explica porque os gastos em publicidade com o mercado normalmente são bem mais onerosos. O investimento em comunicação interna cresceu sensivelmente nos últimos anos”, avalia o diretor presidente da Interface, José Renato Lara, que coordenou o estudo.

“O investimento em comunicação interna começa quando o empresário tem a percepção de que a transmissão de informações para os funcionários impacta nos resultados e no bom desempenho da empresa”, opina Lara. Quem investe em comunicação tem buscado profissionalizar os trabalhos. Mais de 60% das organizações pesquisadas mantêm uma equipe própria executando as ações e 39% do total respondeu que, além da equipe própria, utiliza o trabalho de empresas contratadas. Nas empresas, a comunicação é a área que coordena e executa a maioria dos projetos (50%), seguida por marketing (43%) e recursos humanos (32%). Em muitas empresas, essas áreas realizam os projetos em conjuntos e a parceria mais comum é entre recursos humanos e comunicação.

A terceirização nessa área não é tão abrangente quanto em outros segmentos da comunicação. Pouco mais de 10% das empresas terceirizam totalmente a execução dos projetos. A ALE Combustíveis é um exemplo de profissionalização e uso de várias plataformas de trabalho. A área de comunicação foi completamente estruturada na empresa, com a criação de uma supervisão junto ao setor de Marketing. Com a criação da supervisão de Comunicação Interna, um plano de ações foi completamente elaborado e validado junto à alta gestão da companhia e no qual estão as principais diretrizes de comunicação interna da ALE. Estar próximo à alta direção é, aliás, um dos pontos fundamentais para as ações de endocomunicação na empresa.

Outro exemplo é a Georadar Levantamentos Geofísicos, empresa que realiza análises sísmicas terrestres, onde a área começou a ganhar impulso a partir de uma parceria firmada com uma empresa prestadora de serviços de comunicação. Sincronizar interesses e estratégias da cúpula da empresa junto aos colaboradores é também uma preocupação de Coca-Cola FEMSA. A comunicação interna é uma ferramenta de motivação e envolvimento com a organização, utilizada, inclusive, para divulgar lançamentos e produtos internamente.

Como falar
A pesquisa, segundo José Renato Lara, também avaliou quais são os meios mais utilizados pelas empresas para se comunicar com seus colaboradores. Os meios eletrônicos (newsletters, intranet, comunicados por emails) são os mais utilizados – 82% das empresas afirmam usam as ferramentas eletrônicas, ao lado da boa e velha comunicação interpessoal (nesse caso, foram considerados eventos institucionalizados, como, cafés da manhã oficiais, encontros anuais e outros eventos oficiais). “A comunicação interna ficou mais ágil e o processo foi facilitado com a tecnologia. É uma forma eficaz, rápida e de custo relativamente baixo, para se realizar a comunicação”, analisa Lara. Os veículos impressos ainda têm grande peso, já que, em várias empresas, especialmente indústrias, a maior parte dos funcionários não tem acesso contínuo ao computador. Por isso, 57% das organizações pesquisadas adotam jornais, revistas, ou jornais para transmitir informações aos funcionários.

Meios como esses fazem parte das estratégias de comunicação da ALE. A empresa produz uma série de veículos impressos e eletrônicos, alguns deles direcionados a públicos específicos. Há um jornal voltado para revendedores da rede, outro para colaboradores internos e outro para os motoristas da frota própria de caminhões-tanque. A variedade de veículos também caracteriza as ações de endocomunicação da Coca-Cola FEMSA. A companhia utiliza jornal mural, uma revista bimestral, e-mails marketing, intranet e até uma TV corporativa. Algumas ferramentas também são pensadas para demandas específicas. Há veículos que são direcionados a determinados públicos, a ‘Pauta do Dia’ é um exemplo.

Feedback
Através de avaliações formais ou informais as empresas pesquisadas apontam os meios eletrônicos e via web (60,7%%), a comunicação interpessoal (57%) e as campanhas de comunicação interna (50%) como os mais eficazes. Essa análise, no entanto, é um tanto subjetiva, pois, segundo a pesquisa, 43% das empresas não avaliam com ferramentas de pesquisa o impacto e retorno de sua comunicação.

Empresas que possuem áreas mais estruturadas procuram mensurar o retorno. É o caso da Coca-Cola FEMSA e da ALE Combustíveis. A primeira realiza, a cada dois anos, uma pesquisa de avaliação do clima organizacional em que há itens relacionados à comunicação. Já na ALE há um relatório de acessos ao blog corporativo — o veículo de maior alcance. Além disso, a companhia ainda realizará uma pesquisa de opinião entre os colaboradores para verificar a comunicação de uma forma completa.

Familiares
Apesar de se preocuparem na comunicação com os funcionários, a maior parte das empresas (54%) não investe na comunicação com os familiares. “É uma falha no sistema de comunicação das organizações, pois a família tem uma força muito grande na transmissão da imagem positiva da empresa na sociedade”, observa o coordenador da pesquisa, José Renato Lara.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Comunicação Interna pode ser Estratégica?

No excelente blog "Comunicação com Funcionário", Renato Martinelli publicou um texto sobre Comunicação Interna Estratégica, que reproduzo abaixo.

O tema é particularmente interessante, ainda que não seja uma novidade para os profissionais da área, justamente pela complexidade e pela dificuldade em implementar um plano efetivamente estratégico. Para discutir esta questão, durante o 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna haverá um painel reunindo a diretora de comunicação da Dupont, Vivian Bialsk, e a gerente de cultura organizacional da Oi, Carla Goulart.

Mas o assunto é quente e continuará em pauta no painel seguinte, com a participação dos profissionais de Comunicação Interna da Serasa Experian, Kelly Lima e Dimas Tadeu de Lorena, e da diretora de comunicação da Rhodia para a América Latina, Odete Duarte.

Se você se interessou pelo evento, clique aqui e veja a programação completa.

QUAL É A SUA CONTRIBUIÇÃO PARA COMUNICAÇÃO INTERNA SER ESTRATÉGICA?


Falar que comunicação estratégica é fácil. Se ela é, de fato, estratégica é o X da questão. Eu sei, o assunto não é novo, mas se o desafio ainda continua, então o tema continua na pauta dos profissionais da área. Não somos do Financeiro, nem do RH e muito menos de TI. Mesmo assim, como as outras áreas prestadoras de serviço para uma organização, a Comunicação é elemento-chave de sucesso ou erros para os negócios da empresa mesmo não sendo o core business.

Para a comunicação interna ser estratégica em uma organização, antes de mais nada, ela deve pensar e atuar estrategicamente. Se o trabalho da área for pautado por organizar eventos com os colaboradores, preparar e divulgar comunicados solicitados pela direção e fazer o jornalzinho da empresa de tempos em tempos, ora, estamos só fazendo menos do que a rotina esperada para a área. Isso mesmo, menos do que o esperado porque sempre cobrarão mais da nossa área. Depois falamos que o departamento parece mais uma pastelaria, que os líderes não entendem o papel de Comunicação, bla bla bla. Ora, somos reconhecidos pelo o que entregamos. Se entregarmos pastéis quentinhos de última hora, somos uma pastelaria.

Para ajudar a refletir, quantas vezes nos últimos seis meses você discutiu com a alta liderança sobre os negócios da empresa? Como isso foi refletido na comunicação interna? Você estava do lado de dentro ou de fora daquela reunião importante com toda a diretoria, em que foram definidas as comunicações sobre uma mudança importante na companhia? A comunicação deve ser parte da decisão, e não envolvida após as definições. Aí o papel é só o de escrever os comunicados, isso se o departamento jurídico já não o fez pela sua área, caprichando nos termos que poucas pessoas irão entender. E o ônus ficará para quem?

Já procurou fazer uma rápida enquete, para saber se os funcionários conhecem a missão, a visão e os valores da empresa? Será que eles realmente sabem quais são os planos da organização para o ano? Mais do que isso, será que eles entendem o seu papel individual – como profissional e integrante de uma equipe – em todo esse enredo? Se as suas respostas foram negativas para essas indagações, há muito trabalho a fazer. E o tempo urge, com a pressão de curto prazo que assombra o mundo corporativo, o relógio já está correndo contra.

Hora de respirar, planejar a longo prazo e entregar em curto prazo. Pense em mudanças que possam ser feitas e percebidas em cada trimestre. Com a percepção que a Comunicação está melhorando e sendo mais estratégica para a empresa, a liderança lhe dará mais tempo. Pelo menos até o próximo trimestre. Então, mente e mãos à obra!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Supera Comunicação: Endomarketing Shell para a Raízen

Patrocinadora do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, a Supera Comunicação tem em seu portfolio alguns bons cases de comunicação interna e endomarketing. Abaixo o relato, extraído do blog da empresa, com o case da Shell.

A Supera Comunicação foi responsável pela campanha interna de lançamento da Família Shell Evolux para a Raízen. Além de divulgar os novos produtos, a ação teve por objetivo posicioná-los como o melhor portfólio para o mercado de rodovias.

Elevadores e espaços de circulação foram adesivados e receberam peças diferenciadas para promover a novidade. Entre as ações de lançamento, um dos destaques foi o jogo de autorama com minicaminhões, além do convite para os funcionários testarem seus conhecimentos em games disponibilizados em tablets e em painéis eletrônicos nos centros administrativos de São Paulo, Rio de Janeiro e Piracicaba.

Desenvolvidos no Brasil e para o consumidor brasileiro, os produtos da Família Shell Evolux foram elaborados para oferecer mais eficiência e desempenho aos veículos a diesel, além de reduzir a emissão de gases poluentes, em atendimento ao Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve 7).











Case Fiat de comunicação colaborativa e gamefication

Nesta semana a Nuova Comunicação publicou uma entrevista em video com Othon Maia, da Fiat Chrysler, sobre a comunicação colaborativa e gamefication.



Othon é gestor de comunicação interna da Fiat Chrysler para a América Latina e foi palestrante da conferência sobre Canais Digitais de Comunicação Interna, que a IBC realizou em outubro de 2012. A conferência teve o patrocínio da Elemídia Empresas, que mais uma vez está junto com a IBC, patrocinando o 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna.

Por que investir em Comunicação Interna

Um dos apoiadores do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna é a Abracom - Associação Brasileira das Agências de Comunicação.

A importância da comunicação interna para a instituição pode ser dimensionada pela constante preocupação com o tema e pelas publicações relacionadas, produzidas pela Abracom nos últimos dez anos. Abaixo reproduzo a carta de apresentação do 4o. Caderno de Comunicação Organizacional, editado em abril de 2012, com o tema "Por que Investir em Comunicação Interna".

Acesse o pdf gratuitamente neste link.




A Associação Brasileira das Agências de Comunicação – Abracom completou, em abril de 2012, os seus primeiros dez anos de existência. Começamos nossa trajetória em 2002, com 56 empresas associadas, em cinco Estados. Agora, somos mais de 350 filiadas, em 22 Unidades da Federação. Vencemos o desafio de criar uma entidade nacional. Nesse período, vimos o mercado crescer, se organizar e ganhar relevância na estratégia das organizações. Hoje, o setor de comunicação corporativa do Brasil dá passos largos rumo à internacionalização e trabalha com parâmetros de qualidade e eficiência que se equiparam aos poderosos mercados de Public Relations dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia.

Um foco permanente da Abracom tem sido a divulgação do setor junto aos empresários, aos gestores de comunicação e aos setores de compras das empresas. Nosso esforço é ampliar a parceria com os profissionais de comunicação empresarial para que a prestação de serviço oferecida pelas agências seja fruto de uma decisão planejada e com objetivos claros de gerar resultados para o negócio, em termos de imagem e reputação.

Este Caderno de Comunicação Organizacional, cujo tema é “Por que investir em Comunicação Interna”, visa aprofundar o debate sobre a relevância do relacionamento com o público de dentro das organizações, pensando sobre esse processo de forma sistêmica, ou seja, utilizando conhecimentos de planejamento e gestão de pessoas. Para tanto, é necessário entender a essência da organização, sua identidade, atributo essencial para a geração de mensagens motivadoras e construtoras de sua cultura.

O Grupo de Comunicação Interna da Abracom deseja, ao editar este caderno, que tais informações contribuam decisivamente para o aperfeiçoamento de processos, produtos e serviços das empresas que reconhecem na Comunicação Interna um vetor estratégico para suas marcas.

As premissas, orientações e análises contidas neste volume são resultado da observação criteriosa das práticas da Comunicação Interna nas organizações pelas agências que compõem o grupo. Todos nós, profissionais de comunicação associados à Abracom, somos comprometidos com a entrega de serviços de comunicação de alta qualidade, capazes de gerar resultados eficazes ao negócio.

Boa leitura!
Claudia Cezaro Zanuso
Diretora de Comunicação e Eventos e Coordenadora
do Grupo de CI da Abracom

Comunicação com orçamento limitado

Até que ponto é possível surpreender e envolver os colaboradores com poucos recursos? Como inovar e criar ações de impacto sem gastar muito? Estas são questões frequentes para a comunicação interna de muitas empresas, independente do porte ou segmento de atuação.

No 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna a IBC convidou duas empresas de destaque para mostrar suas experiências: no primeiro caso, o gerente de comunicação da CPFL, Carlos Henrique Matos Ramos, dará detalhes do plano de relacionamento, criatividade e inovação colocado em prática pela CPFL para equilibrar uma comunicação contemporânea com a permanente pressão por redução de custos.

No segundo estudo de caso, a gerente de comunicação interna da Ericsson, Angela Faria, também dará seu relato de como superou o desafio e obteve excelentes resultados com soluções simples e surpreendentes.

Para iniciar a discussão a respeito das limitações de orçamento, trago aqui um relato de 2011, colhido por Viviane Mansi para o blog Comunicação Com Funcionário. No texto, Viviane relata a experiência da Wickbold com a sua TV Corporativa. Acompanhe!


TV Corporativa da Wickbold

Falta de recursos não é entrave para modernizar a comunicação interna. A Wickbold é um exemplo disso. Com cerca de 3 mil colaboradores, a área de Comunicação Interna aproveitou o momento de mudança em curso para lançar a TV corporativa, veículo que veio complementar a plataforma de ferramentas de comunicação da Cia.

Há três anos, a empresa, que é familiar, começou um processo de profissionalização da gestão e sentiu a necessidade ter uma comunicação mais forte e ativa.

Com o budget limitado, optaram por desenvolver o projeto internamente, contando com uma agência para formatar layouts das telas (editorias) e suporte para publicação.

Felipe Godoi, responsável pela Comunicação Interna, conta que para ser mais efetiva, uma série de cuidados foram tomados. “O conteúdo da TV, que nomeamos de Conexão Wickbold, é bastante iconográfico, tem poucos campos de leitura e o colaborador consegue ler as mensagens em até 10 metros de distância. Cobrimos uma ampla variedade de assuntos estratégicos, tais como recursos humanos, sustentabilidade, produtos, lançamentos, informações externas e institucionais”.

Felipe conta também que o conteúdo é definido em conjunto com os gestores, mas ressalta a abertura à participação dos colaboradores. Os assuntos que chegam até quinta-feira de uma semana são trabalhados na sexta-feira e entram na grade de segunda. Cada programação, semanal, conta com cerca de 20 matérias com imagem ou vídeo, sem áudio. A troca de telas se dá a cada 30 segundos. A TV compartilha cada grade de conteúdo de segunda a domingo, 24h, em diversos horários e turnos.

A pauta é dividida em notícias nacionais, com conteúdos abrangentes que atinjam a todos e também regionais, com informações especificas das unidades, apuradas por Facilitadores de Comunicação. A única TV que é trabalhada em caráter de exceção é a da Portaria Matriz, pois o público ali é misto: interno e externo. Além da portaria, as TVs hoje estão localizadas em locais de comum acesso, como Wickafé e Produção.

Na avaliação de Felipe, a TV traz agilidade e facilidade na informação, além de integrar todas as áreas em uma comunicação mais padronizada. É preciso pouco tempo para ficar informado de tudo que acontece na empresa.

Cristina Panella reflete sobre Pesquisa e Negócios

Convidada pela IBC para apresentar-se no seminário de mensuração de resultados do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna da IBC, Cristina Panella nos sugeriu o texto abaixo, publicado no início deste ano em sua coluna na página da Aberje.

No evento da IBC, que acontecerá em São Paulo de 10 a 12 de junho, Cristina mostrará como explorar diferentes metodologias de pesquisas, ponderando os benefícios e limitações dos vários tipos de indicadores e os requisitos e procedimentos para a sua aplicação prática.

Juntamente com Cristina Panela participam do debate a diretora da Ideafix, Suzel Figueiredo, o senior manager do Reputation Institute, Marcus Dias e o diretor de consultoria & planejamento da empresa de endomarketing Santo de Casa, Daniel Costa. A programação está no site do evento.


Ousadia com Temperança: a aliança entre Negócios e Pesquisa
Por Cristina Panella

No começo de um novo ano, percebemos que o ano corporativo muito se assemelha à nossa vida pessoal: retomada e incremento de alguns projetos, início de outros e novas ideias. Tudo isso com energia renovada.

É hora, também, de um rápido balanço, sempre acompanhado da reflexão sobre as melhores formas de aperfeiçoar o trabalho que realizamos e sua visibilidade nas corporações.

O que funcionou, o que não funcionou? Sobretudo para os profissionais da área de comunicação há uma questão perene: o que temos certeza que funcionou, mas não tivemos como demonstrar? Como me preparar para 2013, procurando assegurar, ao máximo, que a aprovação de novas ideias será facilitada pelo lastro obtido em dados que analisaremos?

Para os profissionais das corporações, é hora de ousar. Para os profissionais da área de monitoramento e pesquisa, o momento é de contribuir com a temperança subjacente à nossa atividade. E é grande o poder que advém da aliança entre essas duas áreas: Negócios e Pesquisa.

Situadas em momentos diferenciados, o verbo atribuído à Pesquisa é “pensar” (e detalhar, comparar, estimar, antecipar tendências...) enquanto que o verbo inerente aos Negócios é agir (e ousar, correr o risco, antecipar, comunicar,...)

A pesquisa – seja ela de Mercado ou Opinião - contribui de forma decisiva desde a identificação de rumos, tendências, desejos e expectativas até a proposição de tendências e análise de performances. Para isso, oferece alguns instrumentos. Alguns deles podem ser aplicados em um momento determinado, em uma única tomada que objetiva ter um dado conclusivo – caso das pesquisas Ad Hoc e, na área da comunicação, dos Media Audit ou ainda Diagnósticos de Imagem e Reputação, Avaliação da Comunicação interna, entre outros. Outros trazem o benefício do monitoramento contínuo, com a consultoria inerente a esse tipo de trabalho.

Pouco de fala sobre o poder da aliança entre Pesquisa e Negócios. Na maior parte das vezes, a pesquisa é considerada como mais uma das ferramentas à qual o gestor pode (ou não) lançar mão. A comparação não é acurada: conheço inúmeras ferramentas, inclusive eletrônicas e digitais, mas nunca encontrei nenhuma que tenha inteligência.

Além disso, a meu ver não é possível realizar pesquisas sem o recurso à inteligência. Qualquer pesquisa que seja elaborada, tenha suas premissas metodológicas estabelecidas e seja realizada de um ponto de vista totalmente externo da corporação será fadada ao insucesso. Assim como todo projeto corporativo que envolva um ou mais públicos e que não se apoie em um diagnóstico, monitoramento e mensuração dos resultados.

Como em todo bom par, há que se aliar o ímpeto com o descanso, a ação com a reflexão, a ousadia com a temperança.

Comunicação Interna em alta na Aberje

O número 86 da revista Comunicação Empresarial, publicação trimestral da Aberje que está no 23º ano de circulação, traz a Comunicação Interna como tema principal. Várias matérias abordam diferentes pontos-de-vista e tendências na área, como storytelling, tecnologias e canais, humanização de conteúdos e multiplicadores da informação. O resultado de um debate com executivos que enfrentam os maiores desafios nesta interface no Brasil é outro conteúdo da edição, que chega aos associados com 104 páginas.



“Mais enxuta e colaborativa” é o texto de Jacílio Saraiva que fala do encontro entre oito profissionais de comunicação de grandes empresas na sede da Aberje, em São Paulo/SP, para dividir experiências, rotinas de trabalho e novos projetos. O raciocínio é que a comunicação interna tem sido uma das principais molas da comunicação corporativa. Os debatedores discutiram questões como o caminho que deve seguir nos próximos anos, as ferramentas de suporte que vão permanecer e que soluções já fazem parte do passado e qual o melhor modelo de equipe para apoiar as ações institucionais. Participaram Adriano Stringhini, superintendente de comunicação da Sabesp; Othon Villefort Maia, coordenador de comunicação interna da Fiat/Chrysler; Ricardo Júlio, gestor de comunicação interna, assuntos corporativos e relações com a imprensa da Volkswagen do Brasil; Elisa Prado, diretora de comunicação da Tetra Pak; Luiz Otávio Dornellas, gerente de relacionamento com o público interno da Petrobras; Beatriz Filgueiras, responsável pela área de cultura e integração da Odebrecht; Luciana Coelho, gerente de comunicação interna e eventos do Grupo Pão de Açúcar; e Erica Schmidt, gerente de Comunicação Interna da Novartis.

A direção geral da revista é de Paulo Nassar, com edição de Roberta Lippi e produção executiva de Nara Almeida. A reportagem foi feita por Françoise Terzian, Gisela Blanco, Jacilio Saraiva, Lia Vasconcelos, Nara Almeida, Rosi Rico e Roberto Rockmann. Eliane Stephan assina o projeto gráfico, com direção de arte e diagramação de Silvina Gattone e revisão de Mauro de Barros. Anderson Torres fez o tratamento de imagens. Colaboraram nesta edição Diego Fávero, Edi Bacco, Else Lemos, Emiliana Pomarico, Gisele Souza, Jovanka Genova, Mateus Furlanetto, Michael Povoação, Mirella Kowalski, Paula Contim e Rodrigo Cogo.

A edição digital vai estar disponível em breve. Para mais informações, consulte Nara Almeida pelo telefone 11-3662-3990 ramal 236 ou pelo e-mail nara@aberje.com.br.

É interesssante observar que a chamada da capa "Multiplicadores da Informação" pode ser aplicada também a uma das apresentações do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, que a IBC vai promover nos dias 10, 11 e 12 de junho, em São Paulo. No evento, a gerente de CI da Pfizer, Cristiane Santos, e as profissionais de comunicação da Odebrecht, Karolina Gutiez e Fabiana Cabral, falam da construção da identidade corporativa de dentro para fora, preparando os colaboradores para serem embaixadores da marca e, portanto, uma espécie e multiplicadores da informação.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Engajamento depende da Comunicação Interna

Buscando referências sobre o tema do engajamento das lideranças, encontrei a nota que reproduzo abaixo, do blog da Artia. A versão original em inglês do estudo comentado pode ser baixada deste link


Um novo estudo da International Association of Business Communicators (IABC) Research Foundation e da Buck Consultants (uma empresa da Xerox), revela que os supervisores imediatos e a comunicação dos empregados no ambiente de trabalho são os dois principais influenciadores do engajamento dos funcionários com a organização.

Fatores que aumentam e diminuem o engajamento dos funcionários
Um supervisor imediato pode influenciar o nível de engajamento tanto positiva quanto negativamente. 44% dos entrevistados disseram que seus supervisores aumentam fortemente o engajamento dos funcionários, enquanto 41% afirmam que os supervisores diminuem fortemente o engajamento dos funcionários com a empresa.

39% dos entrevistados indicaram que a comunicação do empregado no ambiente de trabalho contribui fortemente para o engajamento dos funcionários, e 47% disseram que tiveram uma influência moderada. Outros fatores que contribuem para um maior engajamento incluem mudança na liderança (31%) e programas de recompensa / reconhecimento (18%). Fatores que contribuem para a diminuição do engajamento dos funcionários são baixa moral da equipe (49%), má gestão / liderança (48%), redução da equipe (38%), e mudança na liderança (26%).

Outra tendência que foi identificada é o uso cada vez mais comum de ferramentas de redes sociais corporativas como parte da estratégia de engajamento dos funcionários na organização, afirma Robin McCasland, presidente da Brain Biscuits Strategic Communication: “As diferenças entre a comunicação interna e externa estão se dissipando e as organizações que se comunicam de forma eficaz através das mídias sociais estão descobrindo que isto cria uma cultura corporativa positiva, fortalece o engajamento dos funcionários e reforça a reputação externa da empresa.”.

Uma das principais conclusões da pesquisa deste ano é que a melhoria da cultura organizacional e do ambiente de trabalho tornaram-se os objetivos mais votados no ranking de fatores que para melhorar o engajamento dos funcionários. As organizações estão comprometendo-se mais profundamente em buscar o engajamento efetivo dos seus funcionários, pois sabem que esta é a chave para aumentar sua produtividade, fortalecer a retenção de talentos e em última instância, atingir os objetivos de negócio da empresa.

Esta é a 3ª. Edição do relatório “Employee Engagement Survey”, realizado pela IABC e que busca determinar como as organizações estão se comunicando com os empregados para mantê-los engajados e produtivos. Cerca de 1.000 profissionais de comunicação participaram da pesquisa deste ano, representando uma base diversificada de indústrias e geografia.

Alguns outros destaques da pesquisa incluem:

Metas para engajar funcionários
No ano passado, as empresas estavam mais preocupados com o aumento da produtividade no ambiente de trabalho. A pesquisa deste ano revelou que a criação de uma nova cultura e comunicação no ambiente de trabalho (33%) foi o objetivo mais importante identificado pelos entrevistados, seguido pelo aumento da produtividade (28%) e retenção de talentos(26%).

Métodos de comunicação utilizados para engajar os funcionários e promover a produtividade
Similar aos resultados da pesquisa do ano passado, e-mails (81%) e intranet (72%) são os ferramentas de engajamento mais freqüentemente utilizadas para comunicação no local de trabalho.
Mais da metade das empresas pesquisadas utilizada blogs (69%), Twitter (58%), Facebook (57%), serviços de mensagens instantâneas (57%) e YouTube (53%) para se comunicar com seus públicos internos e externos.

Ferramentas adicionadas à intranet corporativa

Mais de 50% dos entrevistados disseram que suas organizações adicionaram ferramentas com recursos de compartilhamento de conteúdo nos últimos cinco anos. Perfis de funcionários, feeds de notícias, blogs tradicionais e diversas outras ferramentas de colaboração tornaram-se populares.



A IABC é uma rede global de profissionais de comunicação comprometidos com a melhoria da eficácia organizacional por meio da comunicação estratégica, fundada em 1970, e que possui mais de 14.000 membros em 90 países.

Conforme já falamos em post anteriores, “… as organizações tendem a se estabelecer como uma rede: uma Empresa 2.0 é construída em torno da implantação gradual de redes sociais internas e ambientes de trabalho colaborativo. A estrutura organizacional hierárquica e orientada ao controle começa a ceder espaço para redes interdependentes de colaboradores com processos descentralizados de tomada de decisão e aprendizagem acelerada em ambientes personalizados.”.

No contexto da disciplina de gerenciamento de projetos, as conclusões desta pesquisa tem implicações igualmente relevantes pois colaboração e comunicação tem um papel vital na busca constante do engajamento com a equipe e stakeholders do projeto.

A importância de trabalhar os líderes da empresa em multiplicadores será discutida pela coordenadora de comunicação da D. E. Master Blenders, Isabela Butaro, durante o 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna. Garanta já sua inscrição no site do evento e veja como as maiores empresas do país encontram soluções para os desafios da Comunicação Interna.

O desafio da Comunicação Interna em um processo de Fusão

Este é o tema de uma das apresentações do 17o. Congresso de Comunicação Interna, conduzida pela coordenadora de comunicação interna da BRF, Raquel Tengan. A executiva falará sobre a empresa formada pela união da Sadia e da Perdigão em 2011.

Em breve postaremos aqui mais detalhes da apresentação da BRF, mas por enquanto resgato uma série de três entrevistas que discutem questões relacionadas aos processos de M&A - merge and acquisition.

As entrevistas foram realizadas pela Revista IstoÉ Dinheiro Com Cristina Nogueira, sócia da Walking The Talk, especializada em cultura organizacional.

PARTE 1 - 'Diferenças de cultura pesam em fusões ou aquisições'


PARTE 2 - 'Fusão de Itaú e Unibanco é caso bem-sucedido'


PARTE 3 - 'Comunicação interna é essencial em fusões'


Você participou do Congresso de Comunicação Interna de 2012?

Apenas como curiosidade, reproduzo abaixo o vídeo produzido pelo blog Conversa Corporativa com a cobertura do 16o. Congresso Anual de Comunicação Interna, que a IBC promoveu em junho do ano passado. Se você não esteve lá, assista.

E não perca a oportunidade de participar do evento deste ano. Inscreva-se já no site do evento!


Planejamento de Comunicação Interna

Embora não seja fácil colocar em prática, os especialistas são unânimes em afirmar que a comunicação interna deve atuar de forma estratégica, planejada, e evitar a postura de "bombeiro" - apagando incêndios aqui e ali. Ao implementar ações que tenham um norte definido e compartilhado com toda a organização, todos saem ganhando.

Este tema será amplamente discutido durante o 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna. Falarão sobre aspectos deste planejamento e do alinhamento do plano de CI com o Planejamento Estratégico da Companhia a diretora de comunicação da Dupont, Vivian Bialski, a gerente de cultura organizacional da Oi, Carla Goulart, os analistas de comunicação interna da Serasa Experian, Kelly Lima e Dimas de Lorena Filho, além da diretora de comunicação da Rhodia na América Latina, Odete Duarte.

O video abaixo traz uma entrevista sobre o planejamento da comunicação interna com uma das maiores especialistas do país: a professora Izolda Cremonine, da ESPM. O video foi produzido para o blog Conversa Corporativa, que é uma parceria entre a Abracom e a Elemidia Empresas - patrocinadora do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna.


terça-feira, 7 de maio de 2013

Mural Digital - Case da Vivo (SeePix)

Um dos patrocinadores do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna é a SeePix, especializada em Digital Signage. Também conhecido como Mural Digital, trata-se de uma ferramenta de comunicação altamente eficiente, que além de informar o público interno, potencializa os demais veículos de comunicação interna utilizados.

Um dos cases apresentados no site da SeePix eu destaco para reproduzir aqui. Que tal dar uma olhada e comentar?




Case Vivo elaborado pela SeePix para valorizar o Day Off - m benefício dado ao colaborador e encontrar a melhor maneira de engajar a equipe!



Portal de relacionamento com foco no benefício do “dia de folga” dado ao colaborador Vivo em seu aniversário. Buscando o estímulo para envolvimento interpessoal entre os colaboradores da Vivo e valorização do benefício oferecido pela empresa, a SeePix projetou o portal Day Off.



Ele conta com sistema de entrega de mensagens por e-mail e um local onde o colaborador tem o direito de escolha. É dada ao colaborador a liberdade de optar pelo melhor dia para tirar a folga, negociando diretamente com o seu gestor a definição da melhor data.



Os funcionários Vivo também podem parabenizar uns aos outros. Para possibilitar o envio destas mensagens, o sistema reúne uma lista com nome e data de aniversário dos colaboradores da empresa, sendo destacados na home os aniversariantes de cada mês. O envio acontece de forma bastante simples: ao lado de cada aniversariante, um botão que, ao ser clicado, dá opções de background e formato. A cada mensagem enviada, o aniversariante recebe em seu e-mail o cartão contendo as felicitações enviadas.


Envolvimento da liderança na comunicação interna é pressuposto para o sucesso

Nas minhas navegações pela internet deparei-me com outro artigo interessante. Desta vez, do blog da P3K Comunicação.



A comunicação interna só pode ser efetiva e encontrar ressonância dentre os colaboradores quando é endossada pelas lideranças. Sendo ainda mais claro, só há comunicação interna se os líderes falarem por ela, comunicando a cultura da empresa, incorporando os conceitos que farão com que cada colaborador faça parte do todo.

Para manter a visão e a missão da organização em seu curso, é importante que o discurso da liderança esteja alinhado à comunicação.

Philip Kotler, considerado o melhor dos especialistas na prática de marketing, defende que a comunicação 3.0, com foco em comunicar valores, expor uma missão que colabore com o mundo, em que questões como espiritualidade, filosofia e colaboração são incorporadas pelo público interno e transmitidas ao público interno. Essa é a visão do futuro das empresas.

Assim, percebemos o quanto é importante que o colaborador esteja alinhado à visão da empresa e seja capaz de transmiti-la com consistência, seja no dia a dia da empresa, seja em suas vivências junto à comunidade.

A liderança ditatorial não tem mais espaço hoje. O tempo é de colaboração, trabalho em equipe, cocriação. E uma comunicação interna eficaz deve servir como facilitador e ferramenta que viabiliza o alinhamento dos diferentes setores de uma empresa.

Com o engajamento do líder, toda a comunicação se torna forte, objetiva e focada. O resultado é o sucesso do todo: satisfação dos colaboradores, alcance das metas planejadas e visibilidade pública.

O líder tem conhecimento em sua área de atuação, especialmente no que tange a necessidade de informar questões estratégicas da empresa, e o profissional de comunicação pode orientar quanto à melhor forma de expor os assuntos de modo a fixá-los para os colaboradores e exponenciar os resultados. Assim, a comunicação é a melhor amiga da liderança! Sendo de extrema importância a sinergia em busca de um ambiente corporativo prazeroso, enriquecedor e produtivo.

O envolvimento da liderança será discutido em dois momentos no 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna: no dia 11, durante a palestra da gerente de comunicação corporativa da Bristol-Myers Squibb, Nira Worcman, e no dia 12, durante a apresentação da coordenadora de comunicação da D. E. Master Blenders, Isabela Botaro.

Veja aqui a agenda completa do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna, que acontecerá em São Paulo, de 10 a 12 de junho.


As engrenagens do engajamento

Encontrei no blog da iNÓSS Endomarketing esta ilustração de engrenagens para mostrar o que move o engajamento. É interessante observar os resultados do engajamento, como lealdade à empresa, produtividade, inovação, satisfação do consumidor e lucro.



No 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna teremos vários debates sobre o engajamento. Vamos analisar, por exemplo, a relação entre a alta liderança e a comunicação interna, na tentativa de romper este círculo vicioso que afeta o desempenho da área, a sinergia que deve existir entre o RH e CI, o desenvolvimento de programas para converter as lideranças em disseminadores da participação, dos valores e da cultura organizacional.

Veja aqui a agenda completa do 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna e garanta já a sua participação!

O que é uma rede social corporativa?

O título acima é de um texto publicado no blog da By You no final do ano passado, pelo Marcos Puccini. Eu creio que valha a pena reproduzir o material aqui para que vocês possam iniciar um debate sobre o tema.

No dia 11 de junho, a customer success manager da By You, Mariana Stori, falará sobre o passo a passo para implantação de redes sociais internas: avaliação do cenário, definição de objetivos, critérios de governança e arquitetura da plataforma, plano de lançamento, preparação dos gestores para a implantação e uso do canal, entre outros aspectos.

A ideia é converter as mídias sociais em um elemento promotor de produtividade, da interação e do desenvolvimento humano na empresa. Você tem alguma experiência parecida em sua empresa para compartilhar? Envie-nos seus comentários!

O 17o. Congresso Anual de Comunicação Interna acontecerá em São Paulo, de 10 a 12 de junho. As informações estão no site do evento.




Você provavelmente já acessou um portal de alguma empresa na internet. Lá, você deve ter reparado que esse ambiente fornece, tipicamente, um conjunto de informações, produzidas e mantidas pelo administrador do portal. Essas informações são atualizadas de acordo com um plano editorial, seguindo a estratégia de comunicação definida pela empresa “dona” do ambiente.

O que acontece é que as pessoas também querem interagir com esses ambientes, participar da construção, contribuir com ideias, opiniões e auxiliar outras pessoas com informações. Ou seja, um ambiente estático não atende mais as necessidades dos usuários. Precisamos de espaços colaborativos.

Com a demanda latente, surgiram novas soluções como blogs, wikis e alguns outros recursos que permitiam a construção do conhecimento coletivamente, porém, com algumas restrições. Em meio a esse cenário, surgiram também as redes sociais públicas, baseadas na contribuição e no relacionamento entre os participantes com interesses e propósitos comuns: interação com amigos, network, compartilhamento de fotos, entre outros propósitos.

A popularização de redes sociais como o Orkut, Facebook e Twitter aconteceu fora do ambiente corporativo, para suprir necessidades de comunicação pessoal, mas, no final das contas, acabou influenciando também o ambiente empresarial. Logo, companhias colocaram no radar o monitoramento destes ambientes e isso trouxe resultados: facilidade para gerar buzz em campanhas e ações, maior velocidade no lançamento de produtos e a criação de jeitos inovadores para lidar com reclamações.

Até aqui, tudo certo quanto ao relacionamento das empresas com os públicos externos, mas o que fazer para o ambiente interno? Como fica a interação com os funcionários, fornecedores e demais participantes do ecossistema da organização? Afinal, são questões que não podem ser tratadas publicamente, mas, ao mesmo tempo, precisam da mesma agilidade desses meios para serem resolvidas.

A rede social corporativa é a resposta para esta demanda no contexto empresarial, pois minimiza os ruídos na comunicação, estimula o compartilhamento de informações e a colaboração. O interessante é que a rede faz com que os funcionários contribuam ativamente para a construção da empresa de maneira mais participativa.

Ou seja, redes sociais são plataformas tecnológicas colaborativas que, no contexto privado, incentivam a relação entre pessoas e propósitos, servindo de suporte para a organização do conhecimento dentro de empresas.

Vantagens:
• Pessoas conectadas em torno de propósitos comuns
• Visibilidade das pessoas e suas habilidades
• Estimulo a colaboração, deixando que o trabalho seja feita de maneira mais eficiente
• Mapeamento das competências corporativas: quais são, quem e onde elas estão
• Estimulo a inovação
• Maior engajamento dos funcionários nas ações corporativas

A grande verdade é que as redes sociais corporativas vieram para ficar, afinal, representam tudo aquilo que a acontece no dia a dia de pessoas no ambiente de trabalho de forma bastante orgânica.

Até a próxima!